Pró-Licenciatura em humanidades


História da teoria social e cultural

1. A Ilustração

É um movimento cultural com grande importância na filosofia. Em geral é a consolidação duma grande mudança cultural e social entre fins do XVII e fins do XVII. Começa na Inglaterra, depois espalha-se pela França e a Alemanha e finalmente por toda a Europa. Há diferentes matizes de ilustração quanto a cada zona europeia, como o exemplifica os diferentes nomes dados a este movimento: Enhahtemment (Iluminação), na Inglaterra; Lumières (as Luzes), na França; e Aufkláung (a Eslcarescência), na Alemanha. Em qualquer caso faz-se referência à ideia de luz como símbolo de conhecimento. Busca-se conceder poder à ração, quem se torna no centro, no eixo de cultura. A ração humana nem sempre foi o eixo da cultura, pois antes tudo girava por volta da criação cósmica ou divina: a ideia de deus sempre presente como na filosofia. Era uma cultura de tipo teocrática, projetada na vida social e política. Com a Ilustração passa-se do dogma à racionalidade. Entendem os ilustrados que a época de dogma era uma época escura, ligada à ideia de fanatismo e superstição.

A Ilustração quer formular uma nova sociedade, uma sociedade laica e racional. Ainda que não se chega a completar este projeto, sim se alcança restar muita autoridade ao dogma. Dá-se uma ruptura na Igreja com a aparição de protestantes. Os europeus reflexionam a necessidade de buscar uma base social diferente da religião porque esta é sempre causa de disputa. Opta-se pela ração humana. Esta ração começa a abrir portas no social e no político ainda que a religião não desaparece. Mesmo os filósofos buscam uma religião influída pela racionalidade, o que se conhecerá como Deísmo. Ora bem, ainda de forma minoritária, também se formula o Ateísmo.

A Ilustração reclama a tolerância religiosa: não submeter a persecução qualquer credo. Também se exige a separação entre Igreja e Estado.

Cobra muitíssima importância a distribuição da cultura entre o povo. Em 1687 publica-se Princípios matemáticos da filosofia natural, de Newton. Isto implica que não é necessário acudir a deus para conhecer a natureza. Não se necessita a revelação, mas a observação.

Em 1688 tem lugar a Revolução Gloriosa na Inglaterra pela qual é suprimida a legitimidade divina do poder. O ideário revolucionário diz que o poder emana da sociedade e não de deus. Surge assim uma monarquia parlamentária. Inaugura-se, por tanto, a ideia de Estado Moderno.

A ração é autónoma, não precisa de mais ninguém. Cada indivíduo pode pensar por si próprio. O filósofo cobra muita importância na sociedade, pois é a pessoa que está mais formada para ser crítico da sociedade.

A autonomia da ração também leva ao reclamo da liberdade de imprensa. Surge, pois, o ideal da Emancipação da Humanidade. Isto dá formas de vida mais coerentes com a nossa natureza humana. Graças à Ilustração, tem lugar um importante progresso na política e na ciência: a Revolução Gloriosa na Inglaterra, a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos.

O direito é emancipado. Nasce assim o denominado Direito Natural: elaboração de leis por meio único da racionalidade, atendendo às necessidades humanas. O ponente mais salientável é 1879 com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Os ilustrados têm um grandíssimo interesse na educação. Não se trata unicamente deixar ao cidadão livre, há também que educá-lo para que poda exercer a sua emancipação: luta-se contra os pré-juízos, superstições, etc.

A Ilustração tem como consequência um giro antropológico da cultura: o ser humano torna-se no centro da organização da via e também em objeto de estudo. Aparecem as primeiras teorias do conhecimento e os primeiros estudos de psicologia. Quere-se saber qual é a capacidade e os limites do ser humano para conhecer. Aparece também a reflexão sobre a linguagem. A ideia do contrato social é estudada na busca da origem da vida em sociedade. É assim que as ciências sociais são outro produto da Ilustração. Pode falar-se mesmo duma proto-antropologia: a antropologia como a consequência dos informes que redigiam (redatavam) os navegantes na exploração do mundo. É um exploração do espaço geográfico e cultural. Chega-se a construir naves marítimas equipadas com instrumental para documentar e explorar novos mundos. Planificam-se viagens destinadas unicamente à exploração.

Os temas mais tratados nestas obras são as descrições bibliográficas e geográficas. Também mostram interesse no estudo das raças e das tribos. Interessa marcar também as diferenças entre humanos e animais. A primeira acepção de antropologia é a de fisionomia e fisiologia do humano.

1.1. Kant e a Antropologia

Kant é o primeiro em introduzir a disciplina da antropologia na Universidade. Não havia ainda nenhum manual. Os alunos desta matéria tomavam apontamentos diretamente. O que Kant fez com o percurso do tempo foi compilar os apontes de seus alunos para os levar tal qual à editorial. É por isto que por vez estes manuais têm um caráter fragmentado e inconexo. Estes manuais forma compilando várias fontes de apontamentos de diferentes alunos de Kant que tratam a mesma temática, e são publicados como obra sua.

Foi em 1772 que começou a dar aulas de antropologia e, por tanto, criou a docência desta matéria como um estrato da metafísica porque Kant ajudava-se dum manual de metafísica, obra dividida em quatro partes: ontologia, psicologia, teologia e cosmologia:

a) Psicologia: estudo do “eu”, mente e pensamento.

b) Teologia: estudo de deus.

c) Cosmologia: estudo do mundo.

A psicologia ia dividindo-se em psicologia racional, que tratava assuntos da alma, e a psicologia empírica, uma psicologia baseada na observação. Kant age dar psicologia empírica por separado baixo o nome de “antropologia no sentido pragmático”. Mas a antropologia é algo mais do que psicologia.

2. Capítulo Primeiro de O Capital, de Karl Marx

Marx fala das condições de produção, as condições em que vivem os trabalhadores, etc.. Diz que o processo de trabalho capitalista desumaniza ao trabalhador.

a) Condições de saúde: exposição a tóxicos, humidade, frio e calor, longas hora de trabalho, etc., com o que aparecem doenças nos trabalhadores. Mas isto tem lugar no trabalho industrial, não na agricultura nem no sistema artesanal. A indústria faz com que todos os membros da família trabalhem, pois o salário dum só membro não é suficiente para sobreviver. Outro processo de desumanização deve-se a um uso capitalista da máquina: a máquina torna ao trabalhador numa única peça de trabalho e uma vez desempregado não recebe paga. Todo isto faz com que os trabalhadores perdam todo tipo de consciência de si próprios, etc.. Em conclusão, o trabalho industrial desumaniza ao trabalhador.

b) Trabalho têxtil: O trabalho têxtil permite comparar à produção têxtil artesanal e a industrial. A indústria têxtil arruina ao artesanato pois pode fabricar muito mais barato graças ao uso mecanizado. Marx valoriza muito o trabalho do artesão por ter uma formação mais ampla e por dotar ao seu produto duma maior qualidade. Infelizmente é o preço do produto industrial o que regula o mercado e, ao produzir este mais barato, os preços descem consideravelmente. Em conclusão, produze-se a ruína do artesanato. A produção artesanal oferece formação profissional e, por tanto, dá valor ao homem, enquanto a produção industrial mecaniza, isto é, desumaniza. Por outra parte, a indústria têxtil, depois de arruinar a autonomia comercial das tecedoras, submete-as a trabalhar para ela desde o seu próprio domicílio.

O cultivo intensivo para fornecer a indústria vem acompanhada da grande explotaçao de indivíduos. Diz Marx que as leis forma criadas para favorecer a indústria e, por tanto, também o Estado.

Há diferenças entre trabalhador inteletual e laboral. Ambos são importantes, mas o trabalho inteletual é, na sociedade da época, menosprezado. Marx insiste muito nisto, na necessidade de educação, enquanto para a indústria que o trabalhador se sinta pequeno, sem consequência de si próprio e da importância do seu rol na sociedade. Isto é algo que alcança o livre-capital por meio de trabalhadores mecanizados. A saída a esta situação é a educação: o operário culto reflexiona sobre ele mesmo e sobre o seu papel na sociedade pelo que vai exigir direitos. É por isto que no sistema capitalista o camponês está mais liberado e humanizado. Ele tem amplos conhecimentos de como se comporta a natureza e do labor humano.

A sociedade caminhava, de não mudar de endereço, face um sistema desumanizado. Ora bem, houvo grandes mudanças com o tempo pelo que o livre-capitalismo não chegou aos prognósticos de Marx, unicamente a um termo meio entre o trabalhador mecanizado, sem cultura, e o homem liberado. Marx intentava explicar a sociedade do seu tempo desde uma perspetiva materialista.

3. Capítulo Oitavo, “Burocracia”, em Conceitos sociológicos fundamentais, de Max Weber

Burocracia é algo público mas também pode ser privado: a organização interna duma entidade financeira privada.

Weber estuda a burocracia como um fenómeno que define às sociedade modernas. A burocracia aparece por vez primeira com as monarquias absolutistas, como base da organização deste sistema. A burocracia é o meio através do qual o cidadão se comunica com o Estado e ao invés. A burocracia aparece quando há que impor umas normas organizativas. Existem jurisdições aplicativas numas áreas e territórios, cumas normativas que implicam umas ativifidades a ser levadas adiante por burócratas. Trata-se, pois, de interações por meio da aplicação de códigos jurídicos.

Coa burocracia masce a consciência de cidadão, cujas decisões e ações se têm de ajustar à legalidade estabelecida. A burocracia tem conhecimento das normativas e o seu dever é aplicar as mesmas.

Exemplo da evolução da empresa capitalista vale para ver a relação entre burocracia e poder. A burocratização da empresa fez com que seja dirigida mais por espertos em gestão e assorees do que por sócios capitalistas. O conhecimento é fundamental. Não pode haver Estado sem burocracia.

Os políticos devem fazer a sua política baixo os critérios fundamentais estabelecidos pela burocracia. A burocracia é uma organização racional do Estado. Só por meio da burocracia é possível comunicar ao Estado com o cidadão. A burocracia cria as instituições necessárias para o atendimento do cidadão. Ora bem, não confundir burocracia com democracia, pois as burocracias podem ser absolutistas, por exemplo, onde as normas não são fixadas pelos cidadãos, mas pelos dirigentes, monarcas, etc..

Weber também fala da autoridade carismática, que é a crença que o povo põe numa figura que acredita lhes vai a solucionar todos os problemas. Deste modo, as pessoas delegam a sua responsabilidade na toma de decisões e de racionalizar noutra pessoa.

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