Pró-Licenciatura em humanidades


História da arte

A ARTE DO MUNDO EGÍPCIO

TEMA 1. ÉPOCA TINITA I-II DINASTIA

A época tinita é um período da história de Egipto que inclui à primeira e segunda dinastias que vai do 3100 a.C. ao 2700 a.C. Data na que se inícia o Antigo Império.

O povo Egípcio estava dividido no Alto e Baixo Egípcio e não foi até a chegada do rei Namer (o último monarca do período pré-dinástico) que ambos territórios se ligaram. A primeira referência a este rei vem dada por uma paleta na que figura o seu nome, a conhecida como paleta de Namer. Estas eram paletas feitas de pedra ou adobe, de pequeno tamanho, que originalmente estavam recortadas na procura da forma dum animal, isto é, eram zoo-mórficas. Elas eram usadas para misturar na sua superfície pigmentos com os que @s egípci@s se maquilhar. Com o passo do tempo estas paletas foram evolucionando e já não se tratava de recortar o contorno zoo-mórfico, mas de esculpir nos seus bordos animais, por exemplo rampantes, que se adequam à própria forma da paleta. Também se chega a realizar inscrições sobre elas, no anverso e no reverso.

a) Ilustração – A Paleta de Namer:

Ela é uma placa cerimonial, inicialmente uma paleta para maquilhagem, com inscrições e relevos a representar o grande acontecimento histórico da ligação do Alto e Baixo Egipto sob o rei Namer, contendo alguns dos mais antigos hieroglifos¹ já conhecidos. A peça, decorada em baixo-relevo de ambos lados, é composta por uma única lâmina de ardosia² polida de 64 cm de altura e apresenta uma forma aproximada à dum escudo.

- No anverso encontra-se dividida em quatro níveis ou faixas: o superior, o intermédio superior, o nível intermédio inferior e o nível inferior. A zona superior apresenta o nome do rei, Serekh (gravado que precede ao cartucho que possui o nome do faraó), inscrito entre duas cabeças de bovino (vaca como referência à deusa Hator ou boi como referência à força do rei). A zona intermédia superior apresenta do lado esquerdo ao monarca Namer com a coroa vermelha, própria do baixo Egipto. À esquerda de Namer figura o portador das sandálias e à sua direita manifesta-se a figura do sacerdote com os estandartes da casa real. A continuação, face na margem direita, figuram um fileira de dez cadáveres decapitados, possivelmente os derrotados da região conquistada. Na zona intermédia inferior apresenta dois animais fantásticos cujos pescoços se entrelaçam formando um círculo no centro da representação. Estes animais são domados por duas figuras representadas totalmente de lado e crê-se simbolizam a união entre o Alto e o Baixo Egipto. Na zona inferior aparece mais uma vez a força do rei representada com a ilustração dum touro.

- No reverso encontra-se dividida em três, o nível superior, o intermédio e o inferior. A zona superior é idêntica à do anverso. A zona intermédia é a de maior destaque do reverso e simboliza o poder e a vitória do rei fundador, Namer, que mais uma vez é representado cuma figura de maiores dimensões e que usa nesta cena a coroa branca, própria do Alto Egipto, e a cauda taurina, peça utilizada em acontecimentos solenes. Ajoelhada aos seus pés tá uma figura agarrada pelos cabelos simbolizando o inimigo, a derrota das regiões conquistadas. Ao lado esquerdo do rei, numa posição mais recolhida, está mais uma vez o portador das sandálias. Do lado direito, sobre a cabeça da vítima surge uma figura onde se pode estabelecer talvez a relação do faraó e o Deus com diferentes representações da mesma entidade. A zona inferior apresenta duas figuras contorcidas, possivelmente mais uma vez a representação do inimigo derrotado.

1. Hieroglifo: cada um dos sinais da escrita de antigas civilizações, tais como os egípcios, hititas ou maias.

2. Ardosia: é uma lousa, rocha metamórfica, composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas.

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b) Ilustração – Faca de Gemel-al-Anak

Trata-se duma funda de faca em marfil onde aparecem dois temas diferentes: uma luta de animais e uma luta de humanos. Presenta um Horror Vaqui até o grão no que as figuras se superpõem. O facto de que esteja feito em marfil indica que começam a expansão por novos territórios a comerciar para a obtenção de novos materiais. No lado da faca onde aparecem as figuras humanas representa-se uma batalha naval onde o Egípcio ganha sempre porque o acompanha o poder. Também na funda de cuitelo figura o mito mesopotâmico de Gilgamesh, mito do que se apropriam os egípcios com o que representam a derrota do próprio povo mesopotâmico.

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c) Ilustração – Estela de Wadi:

Ela é um símbolo que representa o poder do faraó. É uma estala onde aparece o falcão que simboliza a Orus com o que se identifica o nome do faraó. A estela é uma placa comemorativa situada ao pé daquele edifício que patrocina o próprio faraó.

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d) Ilustração – Maça do rei Escorpião

Trata-se duma maça que presenta uma série de gravados nos que figura o faraó Escorpião como líder militar, político e religioso. Associava-se a saúde do faraó direitamente com as colheitas e as cheias do rio Nilo. É nesta dimensão na que incide a maça: o faraó porta o sacho com o que abre as torneiras de regadio para o passo da auga pelos regos que nutrem as terras.

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c) Ilustração – Estátua de Khasekhemu

Ela é a estátua de Khasekhemu, o último faraó da II dinastia. É considerado o faraó que pacificou e consolidou a união do Alto e o Baixo Egipto. [Conteúdo teórico geral quanto a escultura deste período] O monarca só era conhecido por médio da sua representação em gravados ou estátuas, já que ele estava emparentado com a divindade e, por isso, não podia ser visto em meio do seu povo. O faraó é representado no seu trono com os pés assentados no chão. Também aparece com grandes olhos e orelhas, em símbolo de que percebe tudo. Casa escultura levava aos pés uma inscrição na que se colocava como símbolo de poder uma coroa.

A escultura egípcia é hierática, concebida para ser vista apenas de frente, esculpida partindo dum ortógono (ao primar a frontalidade, a escultura toma forma dentro deste balde prismático do que se parte como base).

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TEMA 1. IMPÉRIO ANTIGO III-IV DINASTIA

É a época na que o Egipto se espalha pelo norte, pelo baixo Nilo, ainda que conserva no sul a sua capital, Tebas. Nestes momentos o poder do faraó aglutina já os dous Egiptos, alto e baixo, pelo que se erguem monumentos no norte e no sul. Nesta época cobra muita importância a arquitectura, o comércio, o faraó incrementa as suas riquezas e cria um exército mais amplo do que em períodos anteriores. Ademais, por meio dos sacerdotes, convencem ao povo do seu poder e mantêm o culto à sua pessoa. À sua vez a sociedade desta época vai conceder muita importância à vida depois da morte pelo que vai a destacar uma arquitectura funerária.

CARACTERÍSTICAS DA ARQUITECTURA DO IMPÉRIO ANTIGO

Nesta época nascem as bases culturais que permanecerão imutáveis ao longo de três mil anos. Tudo se centra na vida depois da morte pelo que domina a arquitectura funerária tendo como objectivo principal ser uma obra perpetuável no tempo, que durará sempre lembrando à figura do faraó.

Cada egípcio organiza a sua vida pensando no além, pelo que todo o mundo investia todos os seus recursos económicos, muitas vezes por acima das suas possibilidades, para financiar a sua tumba e, sendo algo accessível, a sua momificação.

Com esta arquitectura funerária escultores, pintores e arquitectos cobram uma grande importância. Em cada tumba o escultor esculpe a figura do defunto para que poda ser lembrado o seu aspecto físico.

Os monumentos funerários mais habituais do Império Antigo são as mastabas, isto é, pirâmides troncadas feitas em adobe. Todas elas presentam um corredor vertical que permite o acesso à câmara principal. As mastabas contavam com mitas portas onde só uma era real com a finalidade de despistar aos profanadores de tumbas. Algumas das mastabas tinham uma câmara destina a guardar o Ajuar, isto é, o conjunto de bens materiais do defunto como roupas, alfaias, etc… Geralmente, por volta de cada mastaba erguia-se um complexo arquitectónico, uma necrópole, às beiras do rio Nilo. Também há que lembrar que as mastabas eram o descanso eterno daquelas pessoas mais destacadas da sociedade e podiam ser individuais ou compartilhadas, isto é, o defunto e algum familiar.

Na mais luxosa das Mastabas, Mereruka, foram achadas pinturas nas que se recriam elementos da vida cotiá do defunto. O lateral da mastaba podia ter esqueiras pois representava o meio pelo qual o defunto ascendia à deidade.

Toda Mastaba tinha uma câmara chamada de “Servad”, uma estância muito próxima à câmara sepulcral, ao lado ou acima da mesma. É uma sala à que não há acesso agás por uma pequena rotina, por uma pequena fresta, desde a que se pode olhar um retrato escultórico do defunto, caso houver luz. Os egípcios acreditavam que se atumba desaparecer a alma do defunto fica nesta estátua. Algumas Mastabas podiam ter gravados onde o defunto aparece representado em maior tamanho a respeito do resto das figuras. Outras Mastabas contavam ademais cuma pequena capela anexa.

a) Ilustração – Mastaba de Mereruka

Ela é a Mastaba mais luxosa até hoje descoberta. Trata-se duma sepultura familiar subdividida em 32 câmaras, das quais 17 são reservadas a Mereruka e as outras à sua esposa. Contrariamente à disposição habitual, a sua entrada está situada no lado sul da mastaba, decorada com relevos nos que se retrata ao faraó e à sua esposa.

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Durante o reinado de Zoser tem lugar uma mudança religiosa muito importante por meio do seu primeiro ministro Imhotep. Passa-se do politeísmo ao monoteísmo sendo a grande deidade Rá. Agora considera-se que o faraó está emparentado com esta deidade o que lhe permite acadar a imortalidade. Assim é como se vai a criar uma enorme tumba por volta dum recinto sepulcral o que lhe permitirá ser adorado por múltiplas gerações de egípcios. Esta mudança leva também a erguer os monumentos funerários com materiais bem mais resistentes ao tempo do que adobe, a pedra.

Cria-se um recinto sagrado circundado por uma enorme muralha em pedra que herda as formas arquitectónicas próprias de quando se edificavam com adobe, presenta pois, uma estrutura esqueomorfa. O protagonismo deste recinto vai a tê-lo uma enorme mastaba. Uma das maiores inovações tá em que o faraó necessitava uma esqueira ainda maior para aceder à sua divinização pelo que se prolonga a mastaba em ancho e em alto pelo que se remata convertendo numa enorme pirâmide. O resultado final é a pirâmide de Sacara.

Uma particularidade da pirâmide é que sempre obriga a dar a volta ao seu redor para poder aceder à mesma. Esta entrada está numa esquina porque a pirâmide é o último destino durante a cerimonia de enterramento, onde cumpre primeiro passar por uma série de templos. Neste período, o Império Antigo, as pirâmides acostumavam ter anexo no lateral que dá ao norte um templo que podia funcionar como cenotáfio, isto é, como falsa tumba.

Era habitual que o faraó erguera dous monumentos funerários, um no norte e outro no sul, sendo enterrado apenas num deles mas esta informação só a conheciam um grupo reduzido de pessoas achegadas ao faraó. De facto celebrava-se um funeral simultâneo no norte e no sul.

Outra característica arquitectónica deste período é a aparição da proto-coluna. Ainda havia uma grande desconfiança na capacidade duma coluna para resistir o peso das cobertas pelo que as colunas neste período são duas metades entre as que se situa um muro, é dizer, é um muro rematado em cada extremo com a forma de meia coluna. Também é importante ter presente ao longo da história da arte que coluna é um elemento de sustentação circular e o pilar é o mesmo mas quadricular ou rectangular. Este recinto funerário de Sakara que vimos de comentar experimenta com estes elementos que ao longo do tempo evoluirão.

QUARTA DINASTIA

Na quarta dinastia chega a haver faraós que financiam até 3 pirâmides. Deste período é, pois, que conservamos muitas pirâmides mas a maioria estão muito deterioradas. As mais importantes destas são a pirâmide de Dashur, a pirâmide Vermelha e a pirâmide Meidum.

Como característica comum a todas elas, os egípcios usaram um revestimento de lâminas de pedra caliça polida, o que se conhece como Caliça de Tura, o que permitia que a pirâmide reflectisse a luz do sol durante o ocaso.

a) Ilustração – Pirâmide de Meidum: é uma pirâmide que está a meio caminho entre a pirâmide escalonada e a pirâmide de muros lisos. Pelos vistos, uma vez finalizaram a sua edificação como tão pirâmide, encheram os espaços entre escano e escano com caliça mas como a caliça resiste pior a erosão do que o granito, deste revestimento conserva-se muito pouco. É a característica de ser uma pirâmide a meio caminho entre pirâmide escalonada e de laterais lisos uma das suas principais características. Quanto ao seu interior, ela tinha dois recintos: o foxo que dá a um corredor desde abaixo da pirâmide, onde está situada a câmara funerária. Havia diferentes câmaras, sendo a maioria câmaras falsas com a intenção de despistar aos profanadores de tumbas.

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b) Ilustração – Pirâmide de Dashur: é uma pirâmide que em meio da sua edificação sofre uma importante modificação já que de seguir derrubaria-se pelo que no seu equador sofre uma importante inclinação que curva a diagonal das suas aristas. Neste caso a câmara funerária não era subterrânea, debaixo da edificação da pirâmide, como era o habitual, pois ficava no interior da própria pirâmide e a ela precedem-a três ante-câmaras. Ademais esta pirâmide contava com um pequeno templo anexo.

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c) Ilustração – Pirâmide Vermelha: ela é a pirâmide de menor tamanho destas três mas a mais perfeita de todas elas. Ademais conserva algo de caliça, na sua parte superior, o que nos permite fazer-nos uma ideia de qual aspecto pudo ter em origem.

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d) Ilustração – Complexo funerário de Ghiuzah: Outro grande conjunto funerário a mencionar pela sua magna importância é a Necrópole de Ghiuzah que fixa o modelo de complexo funerário que permanecerá imutável por muitos séculos. Ele está situado no Cairo e situa-se no tempo entre a III e a IV dinastia. Ele consta de três grandes pirâmides, tendo cada uma a sua própria necrópole anexa, necrópoles nas que aglutinam aos membros da família mais próximos do faraó assim como as mastabas de importantes funeráios. Também havia um pequeno templo anexo no lado norte de cada pirâmide onde se celebrava a última cerimónia antes de depositar ao faraó no seu descanso eterno. O acesso deste templo vai desde outro primeiro templo situado às beiras do Nilo, denominado Templo do Val, ligado ao templo da pirâmide por meio dum corredor chamado “Dromos”.

Ao lado do Templo do Val reside uma esfinge, escultura fantástica de dimensões colossais composta por corpo de leão e cabeça humana. A cabeça é a do faraó e a sua associação com o leão simboliza o seu poder. Esta escultura titânica tem um carácter apotropaico, é dizer, que protege o último caminho do faraó, situado ao lado do Templo do Val.

Fora, mais pro volta de todo este conjunto funerário, situam-se as tumbas dos obreiros que as ergueram. Também se descobriu que nesta zona de obra, durante o tempo que durava a edificação do complexo, criara-se uma cidade com a que abastecer as necessidades dos obreiros. Uma vez finalizava a obra a cidade desmontava-se.

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e) Ilustração – Pirâmide de Ghiuzah: anexo a esta pirâmide criou-se um museu em forma de barco invertido onde, como se pode deduzir, conserva-se uma embarcação da época. O interior desta pirâmide acede-se desde um lateral da pirâmide, por um corredor que dá à câmara do caos, uma primeira estância valeira feita para despistar aos saqueadores, e mais lá está a câmara real, no centro da pirâmide ao nível do chão.

Nos anos ’50, acharam-se por volta de Keops cinco foxos dos que só se abriu um para explorar. Dentro achou-se uma embarcação da época que agora está no museu construído no lugar, anexo à própria pirâmide. Ele era um barco real, funcional, que nos permite conhecer como era a navegação da época.

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A partir da IV dinastia os grandes complexos funerários entram em detrimento. Continuam-se a construir pirâmides mas por continuar a tradição e todas elas eram cenotáfios. Isto acontece porque se assiste a uma mudança religiosa na  que se reforça o culto a Rá por acima do faraó. É por isto que o complexo de Ghizah é o últo complexo do período de esplendor das pirâmides. Agora vai a aparecer um novo tipo de edificações, os templos solares, por volta da V dinastia. Eles são edifícios religiosos onde se plasma o poder dos sacerdotes como nexo entre as deidades e os homens, papel antes restringido unicamente à figura do faraó.

Quanto à forma destes templos solares, eles organizavam-se em torno a um grande pilar rectangular chamado Bembem ou Obelisco, culminado num piramidão ou cúspide em forma piramidal. O conjunto estava rodeado por uma muralha.

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TEMA 1: PRIMEIRO PERÍODO INTERMÉDIO

Da V à VI dinastia tem lugar o Primeiro Período Intermédio onde há uma grise na que se rompe a unidade entre o Alto e o Baixo Egipto devido à revolução das regiões egípcias. É um período de grande intestabilidade política na que chega haver até quatro dinastias em menos de cem anos. Estas crises impossibilitam a financiação de grandes monumentos.

TEMA 1: IMPÉRIO MÉDIO  XI – XII DINASTIAS

Acada-se novamente a união entre os deus Egiptos onde o Sul adquire um enorme poder político que vai ser testemunhado também com grandes obras. O Sul experimenta uma intensa actividade comercial. A arquitectura adquire notáveis melhoras técnicas e classifica-se em arquitectura funerária, templária (edificação de templos) e urbana. Cumpre ter presente também que agora os faraós não vão ter tanto dinheiro como antes pelos que as obras vão perder em qualidade: agora as pirâmides têm proporções muito mais reduzidas usando mais adobe do que pedra. É por tanto que delas conservamos apenas um escasso número que se reduze a montículos que são sempre cenotáfios (falas tumbas).

O faraó é soterrado na beira ocidental do Nilo, num templo mortuório. Junto estes templos funerários erguem-se timbas hipogeias que são o precedente de grandes tumbas de faraós do período seguinte. Durante o Império Médio os grandes templos funerários erguem-se no Sul enquanto as pirâmides no Norte de Egipto.

No que se refere à arquitectura urbana, aparecem pequenos templos onde as pessoas podiam ir a orar. Crê-se que também funcionavam como mosteiros e, por tanto, como centros de poder, desde os quais se regentavam terras trabalhadas por camponeses e desde os quais se realizavam os repartos de cereais entre a população.

a) Ilustração – Templo mortuório de Mentuhotep:

O tempo mortuório mais importante do Império Médio é o dedicado a Mentuhotep. Ele era um faraó militar e sua diviniza-se com esta edificação. Procedia do Sul de Egipto e cria o seu templo mortuório na beira ocidental do Nilo à altura de Tebas. Situa-se numa zona fora do linde verde do Nilo. É uma construção em 2 grandes plataformas ou andares. Na cúspide pudo haver uma espécie de cúpula ou mesmo de pequena pirâmide. É um templo ao que se acede por rampas. É um edifício que não alcança as grandes dimensões duma pirâmide. Conta também com um acesso a um apogeu, uma tumba real escavada na rocha. Mentuhotep faz todo isto para acentuar que ele é o faraó que marca uma nova ordem.

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As tumbas hipogeias são tumbas escaravelhadas na rocha em zonas remotas cuma pequena capela onde o defunto escolhe ao deus ao que lhe dedica a capela. Acostumam presentar uma primeira câmara de depois por volta da capela situam-se as tumbas funerárias.  As tumbas hipogeias podiam estar dedicadas a diferentes pessoas, a uma família, por exemplo.

b) Ilustração – Capela Branca de Sesóstris: No Império Médio os templos desenvolvem e perfeccionam as técnicas arquitectónicas como por exemplo a coluna. Nos templos celebraram-se grandes festas presididas pelos faraões. É no Império Médio quando aparecem a maioria dos templos da história do Egipto mas esta arquitectura melhora no Império Novo, onde se derivam parte destes templos para os reconstruir. Do Império Médio só fica a Capela Branca de Sesóstris I, o altar onde o faraó presidia as cerimónias. Presenta relevos no interior e no exterior cuja temática é única. Ela fala da relação do faraó com as deidades.

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TEMA 1. IMPÉRIO NOVO (Dinastias .XVIII-XX)

Depois do Segundo Período Intermédio, período de fundas mudanças políticas devo à invasão dos Hicsos, um povo indo-europeu do norte que introduze uma grande influência quando até então Egipto ficara isolado do contato cultural com outros povos. Os Hicsos introduzem a roda e com ela o carro como novo instrumento bélico. Os Hicsos também trazem com eles o cavalo. Agora o exército egípcio torna-se numa verdadeira potência militar no Oriente Médio e Próximo. Perante o governos destes estrangeiros, os egípcios revelam-se unificando novamente as forças do norte e do sul. O personagem que encabeçou a vitória de Egipto frente aos Hicsos e quem marcará uma nova épica, o Império Novo, é o general Kemosis.

Os restod do Império Novo retratam este passado glorioso de importantes mudanças como a primeira faraó mulher. A construção mais importante deste período é o templo, quem acha neste período a sua maior evolução técnica. Os templos no Império Novo são auto suficientes, governados pelos sacerdotes e, dependendo das relações que o faraó tem com os monges os templos terão maior ou menor poder, propriedades e riquezas. Quase todos os templos se tornam em centros de peregrinação e oração. Ademais, com o passo do tempo os templos vão-se ampliando, isto é, em diferentes épocas e reinados vão-se-lhes adicionando mais estâncias e edificações. Cada templo tem assinado como propriedade sua, para a sua explotação uma série de terras e de súbditos pelo que se pode dizer que eles eram como pequenas células completamente autónomas.

Outra mudança importante do Império Novo é no âmbito religiosos: o deus Rá perde protagonismo frente a Amon quem aparece representado com a sua mulher com a sua mulher Mut e o seu filho Jhonsu, sendo eles os deuses prediletos de Tebas assim como de todo o Alto Egipto. Isto deve-se ao facto de que os faraós do Império Novo procedem de Tebas, o que explica também que os seus templos apareçam no sul do Egipto e na zona de Núbia.

Caraterísticas dos templos:

Eles são construções sempre muito próximas ao rio, e ao ser templos dedicados a deuses, estão situados na zona oriental, zona dos vivos, estando sitiados de de oriente a ocidente, estando em oriente a capela para que esta situação favoreça a entrada de luz no seu interior: a iluminação do santuário tem lugar a meio dia. Ademais disto havia templos que eram orientados segundo as estrelas.

Todo templo tem um zona amuralhada. A sua decoração é naturalista poi imita à flora local. São edifícios de frandes porporções e em pedra.

Em volta das suas salas de culto tem armazéns e outras estâncias para o albergue dos frades. Os muros estão decorados com debuxos das lendas mais importantes e as relações entre o faraó e os deuses. Estas pinturas funcionam como propaganda do poder imperial. Os templos tinham ademais uma calçada de acesso pavimentada chamada Dromos, calçada franqueada pela avenida de esfinges com a finalidade proteger a entrada ao templo e pensa-se que estas avenidas podiam mesmo ter kilómetros.

A fachada dos templos é alta, como uma fortaleça sem vãos (fenestras), formada por dous grandes pilonos. Eles só têm uma única porta. Estes pilonos, na sua parte superior, presentavam uma gola ou moldura redonda para que os raios do sol não impossibilitassem contemplar os relevos que cada pilono tinha praticados na sua fachada. Na entrada também estavam os obeliscos ou pirâmides estilizadas com laterais decorados, onde são imortalizados os promotores da obra. Unicamente na parte superior dos pilonos há uma abertura desde a que se acredita tendam faixas de tela.

Seguidamente há um pátio com três ou quatro corredores laterais cobertos com uma série de colunas e linteis. Este pátio é conhecido como Sala Hipetra. A continuação desta está a sala de colunas ou Sala Hipostila, toda cheia de colunas com uma coberta adintelada. Finalmente está o santuário onde se situa a Cella, uma câmara minúscula onde só tinha acesso o máximo sacerdote e o faraó. Dentro dela havia uma estátua recoberta de ouro e prata em representação da deidade adorada.

Esta estrutura obedece à necessidade de criar zonas para os fieis, que não podem passas da sala hipetra, para os sacerdotes, que não podem passar da sala hipostila, e o faraó e o máximo sacerdote, os únicos que podem aceder à cella.

a) Ilustração – Templo de AmonRa em Karnak: Ele é o templo mais significativo desta época, templo que sofreu inúmeras ampliações até chegar a ter 10+3 pilonos. O edifício chegou quase até o mesmo rio e por isso depois as ampliações foram projetadas lateralmente. Karnak está por volta de Tebas, no Alto Egipto. Amon simboliza-se como um carneiro e por isso as esfinges da sua avenida têm a cabeça de carneiro excepto uma delas que tem a cabeça do faraó, situada numa posição de subordinação ao resto de esfinges.

Depois do primeiro pilono há uma pequena capela cujos piares estão ocultos baixo a figura do faraó representando com a forma de Osiris, portando o cajado, o flagelo e a barba postiça. A capela conhece-se com o nome de capela de Seti.

A sala mais importante e representativa deste templo é a sala hipostila. É como um bosque de colunas onde prima o corredor principal que conduze ao santuário onde também há enormes coluna com capitais papiriforme de flor cerrada. As colunas que flanqueiam este corredor principal são mais altas do que o resto e a diferença de altura no teito presenta muros com fenestras com jeroglíficos que falam de Seti e Ramés.

b) Ilustração – Templo de Luxor: Este é o segundo templo mais importante deste período. Ele foi edificado por ordem do faraó Amenofis III na sua maior parte já que sufrirá ampliações de mão de futuros monarcas. Este templo foi orientado em linha do grande santuário (templo) de Karnak. Conta com um santuário, sala hipetra e sala hipostila com uma grande colunata. Depois sofreu uma ampliação de Ramsés II. Mostrou-se interesse por respeitar uma unidade arquitetónica, isto é, respeitar o estilo dos anteriores faraós. Os capiteis das colunas são variados: flor de papiro aberta na entrada, onde dá mais o sol, e de flor cerrada a medida em que se adentra na estância. As esfinges deste templo têm todas cabeças do faraó. Também apresenta duas estátuas gemelgas do faraó Ramsés II a ambos lados da porta. Na sala hipetra, nos intercolúnios presenta estátuas de Ramsés II.

c) Ilustração – Templo de Ramsés II: Ele foi o faraó que mais motivação por edificar grandes obras. Cria um templo escavado em rocha em cuja fachada aparecem quatro colossos com as coroas do alto e do baixo Exipto. Assim como a fachada está escavada em rocha o templo também.

b) Ilustração-Templo de Ramsés II em Abu Simbel: Templo de Abu Simbel da XIX dinastia. Na capela central há quatro esculturas de deidades entre as que se acha o próprio Ramsés II, pois na segunda etapa do seu mandato é considerado um verdadeiro deus. Junto a este templo funerário está outro templo, o templo da rainha Nefertati, um templo de menores proporções dedicado à sua mulher. Foi um templo trasladado, algo muito difícil, devido ao projeto dum encoro. É também um templo funerário escavado em rocha. Nefertari é compara dom Isis, de forma que Nefertari e Ramsés II são simbolizados como uma parelha de deuses. No interior tem uma distribuição parescida à de Abu Simbel mas mais simples. Tem duas salas e uma capela ao fundo. A decoração é a basse de grandes frisos pitóricos. Na mitologia egípcia a história de Osisir e de Isis, Osiris procura uma esposa que vai ser Hator, mas esta adquire a apariência de Iisis de modo que muitas vezes é difícil de diferenciar quando se trata de Hator ou Isis quando se manifestam na sua forma humana. No templo de Nefertaria também temos a representação de Hator nos capiteis que decoram a sala principal. Todo o interior estaba decorado com um horror vaqui. Toda a superfície presentava baixo relevos com tonalidades muito vivas.

Ademais destes templos, Ramsés II ergueu mais templos. O templo funerário de Ramsés II era um templo realmente gigantesco. Era orientado de Leste a Oeste. A parte dedicada ao culto do faraó complementava-se com o palácio real e com armazéns. O esquema compositivo lembrava aos grandes templos das deidades, com salas hipetras e hipostilas que conduziam ao santuário. Na sala hipóstila as colunas cujo fuste não tem relevos é devido à reconstrução.

d) Ilustração – Templo funerário de Medinet Habu: Ramsés III edifica o templo funerário de Medinet Habu, também na XIX, dinastia. É um templo com um muro perimetral perto aos 500 metros. É um templo funerário que segue os precedentes das obras de Ramsés II, pois adjunta o palácio e os armazéns. Contém vário pilonos ao longo do eixo axial da construção. Todo o interior estivo coberto de pigmentos mas hoje conserva-se bem pouco. A arquitetura perde algo de estilização, resultando uma arquitetura menos esbelta e cuidada.

TEMA 1. ÉPOCA BAIXA

Dinastias Sita e Núbia

Época Ptolemaica e Romana

A partir desta época Egipto vai passando a mãos doutras dinastias não procedentes de Egipto, mas de fora dos limites do reino. É a época das dinastias Saítas e Núbias. Os Saítas procedem da parte oriental, do que hoje é o próximo Oriente, e os Núbias procedem dos limites do sul de Egipto. Este processo de desmembração teve lugar com a crise do Terceiro Período Intermédio. Egipto foi conquistado pelos Gregos e à morte de Alexandre Magno o poder deste passou a mãos dos seus generais, no caso de Egipto, a mãos de Tolomeo. É uma nova etapa onde os faraós serão gregos até que finalmente Otávio Augusto, o Imperador Romano, assume o poder destas terras depondo a Cleópatra, a última faraó grega.

Tem dois períodos, as dinastias Saítas e Nubias, s. XI e VI, e depois o período grego. Nestes momentos no Egipto convivem elementos autóctones mas também estrangeiros. Vão ser aplicadas políticas tradicionais mas também outras foráneas. As dinastias Saítas e Nubias respeitam vastante a tradição.

a) Ilustração – Templo de Horus em Edfu (Época Ptolemaica): De época Ptolemaica é o templo de Horus temos mais uma vez nos pilonos a representação do faraó matando aos inimigos baixo o apaio de Horus. Nos pilonos também há a representação de todos os deuses do panteão exípcio onde estão sentados. Na sala Hipetra os capiteis das colunas são mais elaborados onde vão aparecendo modelos de folhas de acanto ou de folha de palmeira. Outra inovação é a adição de muros que cerram com muros os espaços entre colunas cuja altura chega até pero dos capiteis. Depois no santuário há um altar de mármore preto, decorado com petrogrifos. Em época Ptolemaica também se ergue um templo à deusa Hator onde se vai manifestando a influência romana personificando os capiteis das colunas ou concedendo-lhe volume às esculturas. Hator cada vez vai aparecendo-se cada vez mais a Atenea. Arriba dos capitais da deusa Hator coloca-se um Cimácio decorado com pinturas.

b) Ilustração – Templo de Isis em Philae (Época Ptolemaica): Outro templo da época Polemaica é o templo de Isis, no mundo grego identificado com Afrodita e no romano como Venus. Acha-se numa das dos solares que ficaram anegados pela edificação do encoro. Com o aumento das augas o templo ficou meio afundido pelo que se formulou a ideia de começar o seu traslado. Todas as representações de Isis presentam a cara destruída devido à chegada dos muçulmanos, os que pensavam que representava à virgem Maria. Junto à capela conserva-se uma pequena capela que será modificada em época de Trajano. É o chamado o quiosco de Trajano. A arquitetura romana disponhem as colunas no exterior, o que não é habitual em Egipto. O resultado é uma arquitetura híbrida.

TEMA 1. ESCULTURA E PINTURA NO EGIPTO FARAÓNIOCO

Hoje grande parte das esculturas perderam a sua policromia mas originariamente contavam cuma capa cromática que permitia dar-lhe um maior realismo às representações. Para o egípcio a escultura e a pintura não tem porque representear fielmente a realidade, pois está fundamentada nas interpretações ideológicas do egípcio. Estabeleciam uma medida que se tomava como referente para a interpretação pitórica ou escultória. Há por tanto, uma idealização da figura humana. É assim que as suas representações obedecem a uma quadrícula, a um canom, que é sempre respeitado.

A escultura e a pintura jogam sempre com a vi-dimensionalidade, isto é, desenrolam-se unicamente em duas dimensões, alto e baixo, e portanto também não há perspetiva. Toda escultura e relevos são concedidos para serem visto desde um ponto de vista frontal. Só se trabalha a parte frontal, a parte que se vai ver. Por isso muitas esculturas não têm trabalhadas as costas. Para reforçar essas esculturas recorre-se ao pilar dorsal, um elemento que reforça a escultura e que não é visível desde uma vista frontal. As representações egípcias são hieráticas porque através das imagens o escultor intenta achegar-se à alma do representado. A alma mantém-se inalterável e por isso os rostros das esculturas também são inalteráveis. Trabalha-se com materiais duros, custosos, mas que permitem a perdurabilidade das obras. A escultura issenta vai estar ligada à família real e ao faraó. Estas esculturas podem ser de tamanho natural ou de tamanho colosal. Tiham uma finalide funerária acompanhando à mómia. Também há que ter em conta que o faraó não acostumava apresentar-se ao povo, pelo que este o conhecia por meio das suas representações. Nas classes meias ou baixas aparecem esculturas em materiais moles ou menos perdurábeis e de menor qualidade. A escultura egípcia tem três grandes tipos segundo ao estamento social ao que pertencem os representados.

A primeira classe é a o Faraó e a família real, onde as imagens são representações idealizadas para serem conhecidos pelos povo ou para acompanhar ao representado ao morrer. Para esta classe trabalham os melhores esculturos. A seguinte classe está formada pelos grandes magnatários, funcionários, etc.. São esculturas de materiais mais baratos e não apresentam um processo de idealização. A seguinte classe é um bocado a continuação desta, os escrivas e sacerdotes. A última classe social é já o povo e são as menos habituais. Eram representados os mais destacados desta última classe. As esculturas são muito baratas, menos frequentes e de muito baixa qualidade.

No Império Antiguo é onde se marcam os modelos escultóricos que ficaram para a posterioridade. A escultura inicia-se cum grande cubo geométrico. E representam-se sempre elementos próprios do sul e do norte para representar a união dos dois Egiptos. Assim o faraó aparece representado com roupas oficiais ou cuma túnica cruzada que o que denominamos a Túnica do Jubileo. Outra opção é a saia curta, uma saia normalmente de lino fino que chegava unicamente à altura do joelho e que se projetava face adiante. O faraó acostuma aparecer coroado com uma das coroas ou com as duas, ou também com o Nemes (a panholeta com a diadema em forma de cobra). Ademais podem portar o fragelo e o calhado, cruzando os antebraços sobre o peito. Isso simplesmente é a imagem osiriáca. Os olhos estão representados em grande tamanho o que pode representar o poder do faraó que o contempla todo. Às vezes os olhos eram talhados usando cunhas e cristal para representar o olho. As orelhas são sempre simétricas.

- Escultura da primeir classe social: O faraó e a família real

Na primeira classe social, a do faraó e da sua familia, a escultura centra-se na figura deste, do monarca. O faraó mais representado em esculturas é o de Tutancamon, pois achou-se na sua sepultura uma enorme quantidade de esculturas.

a) Ilustração – Faraó Zoser (Império Antigo): O caso de Zoser reconhecido como o primeior grande faraó de Egipto que unifica o norte e o sul, com o que se inicia uma nova ordem. Aparece esculpido em caliça, um material usado com pouca frequência porque não é muito resistente. Aparece com o nemes ou pano de cabeça com a diadema em forma de cobra. Debaixo do nemes leva também uma perruca que também não era habitual. É uma escultura frontal, hierática e policromática. Como toda escultura grega desenvolve-se dentro dum ortógono, determinado pela basse da escultura onde aparece a inscrição que documenta a obra. A escultura fica, pois, perfeitamente integrada nessa projecção do ortógono. Assim a escultura egípcia obtém um certo aspeito cúbico. Unicamente na baixa época, em período Tolemaico, se rompem estas normas.

b) Ilustração – Escultura do faraó Keops (Império Antigo): Ainda sendo um dos faraós mais importantes apenas conservamos esta escultura de reduzido tamanho realizada em granito é que nos amossa umas caraterísticas formais bem definidas mas ao ser uma peça de pequeño tamanho obviamente não permite descobrir qual foi a qualidade das esculturas do reinado deste faraó. Tá vestido com a saia curta, amossando uma fortaleça ou poder através da imagem. Mas esta é uma peça muito secundária que provavelmente está a reproduzir outra escultura de maior tamanho que não se conserva.

c) Ilustração – Escultura de Kefrén (Império Antigo): É uma escultura não de tamanho natural pois é algo mais reduzido. Contudo, não tendo um grade tamanho tem uma essência colossal. A escultura está sentada num trono de leões. Tem a mini-saia, o nemes e a barba postiça. Também porta o cartucho na sua mão direita e a mão esquerda estendida dobre a perna. É um escultura feita em mármore preto com betas o que lhe dá um maior realismo. Aparece o falcão, Horus, zunindo-lhe ao ouvido, aconselhando-o, mas ele está unicamente por atrás da caluga. Trata-se duma divinização da escultura, ainda que a ave não seja perceptível na frontalidade.

d) Ilustração – Escultura de Mikerinos e esposa (Império Antigo): Faz parte dum enorme conjunto de esculturas do seu ajuar funerário. São esculturas de um metro em basalto preto. É uma escultura quase isenta mas entre ambas figuras aparece o pilar dorsal. O faraó aparece ligeiramente mais algo do que a rainha, numa posição de avanço. Aparece com os cartuchos nas suas mãos, leva a mini-saia e o nemes. Ela porta uma túnica longa, quase que transparenta. É a primeira vez na que se acha uma escultura de pé onde a anatomia masculina é adaptada a uma geometrização enquanto no feminino predominam as formas redondeadas, especialmente em senos, ventre e no triângulo púbico, atributos que se destacam pela importância da capacidade de dar descendência ao faraó. Ademais, é a mulher quem o acompanha agarrando-o do braço. A anatomia do faraó parece reger-se por um princípio de geometria. Frente a esse esquema geométrico está a forma redondeada da mulher, onde se ressaltam os seus atributos funerários.

e) Ilustração – Triada Mikerinos (Império Antigo): Mikerinos entre a deusa Hator com figura humana e cornos que abraçam os disco solar, e deidade do Nomos, é dizer, a deusa provincial. Todo isto representa-se em acordo a uma ierarquia onde novamente a primacia é monopólio do faraó. Os rostros femininos são iguais, mesmo iguais à figura da esposa do faraó na estatua anterior, na estátua de Mikerinos. E o faraó Mikerinos segue a manter a sua postura de superioridade ainda sobre as deidades. O mundo egípcio ama a matemática, a porporção, etc… É por isso que na Tirada manifestam uma simetria praticamente perfeita.

f) Ilustração – Estátua de Raotep e Nofret (Império Antigo): É uma escultura de um matrimónio de nobres membros da família real. Eles tinham uma relação muito estreita com o monarca. São dous bloques independentes mas que se podem unir baixo uma só escultura. São figuras quase isentas excepto pelo respaldo da cadeira o que lhe dá estabilidade à figura, motivo pelo qual é como muito um alto relevo. A imagem segue sometida ao elemento de fundo. São duas esculturas de tamanho natural sobre uma pedra fácil de esculpir. Neste caso conservamos a policromia graças ao material no que foi esculpida. Também conservam os olhos de cristal e conha. Os personagens portam ricas vestimentas. Ele mini-saia e colar e ela túnica, colares e diadema. São esculturas que fão parte do ajuar funerário. Não porta os selos, pois não é faraó, mas sim posiciona os braços como se fosse um faraó. Presentam, como é de aguardar, frontalidade e hieratismo. Havia duas raças, no Alto Egipto a raça núbia presentam pele escura mentre que no Baixo Egipto predomina uma raça branca. Talvez isto explica a diferença de policromia.

A V e a VI dinastia há uma maior debilidade política onde o poder do faraó é discutido. Estes acontecimentos vão deixar pegada na escultura. O monarca intentará adaptar-se às exigências da sociedade. Os faraós irão perdendo, pouco a pouco, esse carácter religioso que até pouco conservavam. As figuras vai abandonando-se a escultura que idealiza ao faraó, procurando maior realismos. Agora as esculturas que se conservam são fragmentários ou são de menor tamanho.

a) Ilustração – Escultura do faraó Userkraf (Império Antigo V e VI dinastia): Era uma escultura inteira da que só se conserva a cabeça. No antigo Egipto não tinha sentido esculpir bustos. O faraó aparece com a coroa vermelha em representação aos territórios do Baixo Egipto. Aparece maquilhado. Já não leva a barba postiça própria de todas as representações faraónicas anteriores, com o que se manifesta uma maior humanização. É esculpido em granito preto.

Agora aprece com a coroa do Alto Egipto, sendo agora o faraó representado numa idade mais veterana.

Caminho da VI dinastia acentua-se a humanização dos faraó, bem exemplificado por Pepi I e de Pepi II. Agora procuram-se novos modelos escultóricos, isto é, representar ao faraó em outras posturas etc.. As esculturas ganham em expressividade. Usam-se novos materiais como é o bronze, que fala de avanços na metalúrgica, ainda que sabemos que se conservam poucas esculturas em este material pois muitas outras puderam ser fundidas. Usava-se a técnica da cera perdida que consiste em fazer um molde interior e um exterior para colocar o metal entre ambos. Mediante esse sistema só se usa o bronze na parte designada a ser vista. Usa-se uma basse de madeira coberta duma película de geso, logo é feita uma escultura de cera sobre esta basse. A esta cera coloca-se uma molde exterior com uma série de entradas pelas que verter o metal líquido. Na zona inferior da escultura situam-se também uma série de saídas para eliminar os excessos de metal fundido.

a) Ilustração- Faraó Pepi I (Império Antigo VI dinastia): Representado em avance como líder militar e atrás de si ao seu herdeiro. É provável que originariamente portasse a mina saia. Também se acredita que no seu tempo levou decorações como colares.

Ilustração – Pepi I ageonlhado (Império Antigo VI dinastia): Sedente porta dous copos cerimoniais duma celebração religiosa. A sua atititude é muito importante. Ele está aseonlhado perante as deidades enquanto antes o faraó tinha mesmo uma posição de prioridade em esculturas nas que acompanhava aos deuses. As esculturas de bronze é mais débil mas ganha-se muito em expressividade. Agora os braços são capazes de apartar-se do corpo quando antes estabam aderidos. Isto indica que a escultura ganha em volume.

c) Ilustração – Escultura da Rainha Ankhnes (Império Antigo VI dinastia): É uma escultura de enorme expressividade. Amossa à mãe do faraó com um faraó em tamanho bebé mas com anatomia adulta. nos seus braços. É uma peça de alabastro que dá uma grande beleza ao ser um material pouco menos que translúcido. O faraó é disposto num plano diferente ao da rainha. A concepção geral da escultura variou muitíssimo pois incide-se na parte mais humana e sensível daquele que encarna o poder.

Escultura da segunda classe social

Formada por funcionários e ministros também vão encomendar esculturas mas ao não se tratar de esculturas oficiais as esculturas de da segunda classe social permite uma representação mais fiel á realidade anatómica do representado. Trabalham-se materiais mais brandos e doados de trabalhar. Este processo de humanização da escultura terá grande influência sobretudo no Império Médio.

a). Ilustração – Representação de Keoper ou do Alcaide do Povo: Está feita em madeira de cedro, uma madeira traída da zona sul-tropical. É uma madeira dura, aromática, nobre. É um material mais barato do que a pedra mas é, ao fim de contas, um material nobre. A figura porta um bastão o que simboliza certo poder. A escultura está despida porque perdeu a capa de policromia. Ao ser feita em madeira pode ser talhada em partes e depois ser montada. Ainda conserva um bocadinho da policromia e os olhos. No tratamento anatómicos e no rostro observa a um indivíduo com certo sobrepeso, pouco estilizado, com papada e pescoço ancho.

b). Ilustração - Escultura de Hemiuro (Império Angigo): É uma estátua em Pedra. É um dignatário representado numa idade avançada da sua vida. Representa uma grande gordura, ancho de ombros, uma cabeça muito pequena, com comissuras dos lábios muito marcadas, papada, etc.. Uma série de rasgos que falam de representações realistas. Grande informação disto também a concedem as chamadas Cabeças De Ré-emprazo. Quando alguém estava próximo a uma idade de morte o que se fazia era esculpir uma cabeça num material mui brando como recordatório para que o artista quanto tivesse que realizar a escultura ter um referente.

c) Ilustação – Busto de Ankaf (Império Angito): É o rostro dum personagem cuja frente é ancha e o queixo estreito. Prominente olheiras, nariz longo, um pescoço ancho, etc.. É um retrato com grande personalidade.

d) Ilustração – Escultura O Escriba do Cairo (Império Antigo): São os notários que difundem a palavra do faraó. Eles estavam muito achegados ao faraó pelo que tinham uma grande relevância. Os escrivas aparecem sempre desempenhando o seu labor, transmitir as palavras do faraó. Aprecem com a canha para debuxar os jeroglíficos sobre um papiro nas suas pernas. Afastam-se dos retratos idealizados. Aparece com restos da policromia, com a representação da perruca. Sempre aparecem como espreitantes, atentos, para recolher as palavras.

e) Ilustração – Escriva do museu do Louvre (Império Antigo): Muito detalha anatómico. Que como todos os escribas aparece sentado, com os instrumentos gráficos nas suas mãos, com o rolho de papiro que vai recolhendo com a sua mão esquerda.

f) Ilustração - Escultura dos ananos (Império Antigo): Os ananos eram considerados como os divinos, os intérpretes dos deuses, do povo. É um grupo familiar onde aparece o anano Seneb, a sua esposa e a sua descendência. As suas pernas excessivamente curtas são emuladas pela representação dos seus filhos, os que simbolizam as suas pernas, os que suprem a sua carência. Conserva muitos jeroglíficos que permitem datar a obra. Também aparece a figura masculina mais escura e a feminina mais branca.

TEMA1. ESCULTURA NO IMPÉRIO MÉDIO

No Império Médio Egipto consolida o poder de duas grandes cidades, Menfis no Baixo Egipto, e Tebas no Alto Império, de onde provêm os faraós que vão a governar agora. No Império Médio a primeira Grande Classe Social tem predomínio duas escolas escultóricas diferentes. A primeira é a tradicional, aquela se gera por volta da cidade de Menfis, da capital do Norte do Egipto, caracterizada por intentar vitalizar os modelos e formas escultóricas que se desenrolaram durante a IV dinastia. É uma escola muito perfeita quanto à técnica e à idealização da imagem do faraó. Frente a esta escola denominada Menfita, está a escola Tebana que rompe com a tradição do norte, as sus escultura são mais tocas, bem menos estilizadas e idealizadas mas são esculturas com um grande atrativo porque os escultures centram-se na segunda classe social do Império Antigo, aquelas representações que procuravam captar a fisionomia do personagem. Vão a defender um novo tipo de retrato oficial, aquele que nos mostra algo vernante como um personagem reflexivo, como um personagem afectado pelo poder e em muitos casos envelhecido pelo poder.

a) Ilustração – Escultura de Mentuhotep II(Império Médio): É quem unifica novamente o reino depois da Crise do Império Médio. Ele provém do sul, representando as características da escola tebana. Quando o faraó é capaz de someter aos sacerdotes a unidade do Egipto é estável mas quando o poder religioso escapa do controlo do faraó a unificação do reino vai pra o caralho. Tem a túnica jubilar, com os braços cruzados em memória a Osiris mas já não porta o selo e descansa o braço esquerdo no muslo. Aparece com a barba postiça, com a coroa do norte a o sul. Parece representado também como líder sacerdotal e político. Tem os olhos e as orelhas grandes para captar tudo e os pés grandes no chão. É uma imagem de poder absoluto. Tira-se-lhe o máximo rendimento à linguagem simbólica.

Busto de Mentuhotep pela escola tebana.

b) Ilustração - Escultura de Sesostris I (Império Antigo – Escola Menfita): Está próxima à escola menfita. O modelo para esta escola é a quarta dinastia mas há rasgos que obedecem à evolução da V e da VI dinastia, essa humanização, que deixa a sua pegada no Império Médio. Sesostris é um faraó que tinha predilecção pela escultura menfita. Porta o nemes, a barba postiça…. Egipto não volta já acadar as máximas de idealização de épocas precedentes. É um faraó com um bocado mais de expressão.

Escultura de Sesostris I da escola Tebana: Aparece retratado numa posição osiríaca, com um rosto exageradamente expressivo. Conserva algum resto de policromia.

Escultura de Sesostris I de Pé: É um escultura isenta, em madeira e metal, muito estilizada. (Escola Tebana)

c) Ilustração – Escultura de Amenenhat III (Império Médio): A cara do faraó inserta-se no corpo e cabeça do leão. Antes a cabeça completa do faraó incorporava-se ao corpo de Leão mas agora não, é apenas o rostro na cabeça leónica.

Em tempos de Sesostris I, tem lugar um momento de grandes mudanças políticas e debates filosóficos onde se pretende explicar como é possível que um faraó que é de linagem divina como é que sente e padece. Chega-se ao acordo de que o faraó é divino mas encarnado num corpo humano e por isso envelhece e sente. O faraó como está numa situação estabilidade política, pode permitir-se representações poéticas que inferem expressões dos seus sentimentos.

TEMA 2.

2.1. ITITAS

Eram grandes canteiros que dominam uma arquitetura complexa. Os ititas são capazes de erguer edificações com arcos. Usam estruturas abovedadas e arcos parabólicos. Todas estas técnicas eram desconhecidas pelos gregos até que estabelecem alguns assentamentos em território itita. É assim que a cultura grega nutre-se desta brilhante engenharia.

ARTE CRETENSE 2000-1200 a.C.

Palácio de Cnosos: Ceta.

A cultura cretense e micénica vai ser a base do mundo grego. São períodos fundamentais para entender o desenrolo da arte grega. Creta sera uma civilização palaciais. O palácio englova distintos setores sociais e diferentes espaços para cada setor. Tem zonas ocupadas por criados, funcionários, família real, etc.. É uma cultura fundamentalmente comercial, cuma marcada personalidade, que exporta as suas manufacturas pelas costas do Egeo. É subsidiária, em muitos aspetos, do mundo egípcio e mesopotâmico. Fora dos palácios e da cidade, há grandes casas onde se manufaturam três grandes produtos: a vide, a oliveira e o trigo. Nessa comercialização de produtos há uma necessidade de transportar estes produtos em grandes contentores que são vasos de cerâmica de grandes dimensões. Estes assentamentos cretense vão carecer de muralha e duma estrutura urbana hierarquizada isto é, onde há grandes vias, vias secundárias, ruas, bairros, etc… Outra das caraterísticas é a monumentalidade e o luxo dos edifícios. Os palácios estão decorados com pintura mural (pintura aplicada sobre muros). Aplica-se o pigmento quando a capa de reboque ainda está fresca. Isto aumenta a sua perpetuabilidade. Estes edifícios importantes, como o Palácio, tem uma zona dedica á família real, e outra ao serviço, e outra aos armazéns. O príncipe tem em sim o poder como autoridade política e também sacerdotal.

Em volta do palácio criam-se os talheres dos alfareiros, os tintureiros, os joieiros, e os pintores. Eles são protegidos pelo príncipe para garantir uma boa produção de manufaturas e de qualidade. Os palácios são organizados duma forma um tanto anárquica ainda que é fundamental o pátio central por volta do que se edificam as principais estâncias. Estes palácios tinham uma planta baixa onde estavam os armazéns onde estavam guardados os Pithoi ou vasos de cerâmica com aceite, vinho ou cereal. Ao conservar-se os restos disto dá a entender que o Mundo Cretense cai por um agente externo, quer uma invasão, quer por um desastre natural, etc.. Na parte superior, no andar superior, estavam as salas de cerimónia, de reunião, as câmaras privadas do príncipe e da sua família. Pelas caraterísticas do clima trata-se de estâncias abertas com pórticos dirigidos aos jardim. A arquitetura cretense é uma arquitetura alintelada, que não usa o arco. Os motivos decorativos, por exemplo, na cerâmica, são sempre motivos relacionados com o mar.

As escavações de começos do s. XX modificaram o estado no que se achavam os restos ao intentar fazer reconstruções. Na altura a arquitetura estava a iniciar o seu caminho como disciplina científica. É assim que era permitido fazer reconstruções seguindo os critérios do escavador. Evans fez reconstruções usando cimento

Em creta aparece uma coluna própria, a coluna cretense ou minoica, caraterizada por ser o precedente das colunas dóricas gregas. Ela não tem basa ou é muito simples, logo um fuste coa particularidade que responde a uma estrutura tronco-cónica invertida (a medida que o fuste ascende incrementa o seu diámetro), que não apresenta aristas, com um capitel que parte dum colharino (uma moldura estreita) com um equino e um ábaco. Sabe-se que havia fustes policromados ainda que não se tem a certeza de que todos os fustes fossem coloreados. Também havia estâncias policromadas com cores intensos como o azul, o vermelho, o amarelo, etc..

Há uma enorme variedade de contentores de cerâmica, de qualquer tamanho, decoradas como motivos que lembram as ondas do mar outros símbolos marinhos.

a) Palácio de Cnosos:

b) Cerámica do Palácio de Cnosos:

c) Exterior reconstruido do palácio de Cnosos:

d) Interior do Palácio de Cnosos:

e) Decorados do Interior de Cnosos:

f) Salas do palácio de Cnosos:

g) Grifo (ser mitológico) como fresco do Palácio de Cnosos:

h) Sala dos delfins do palácio de Cnosos:

i) Sala do trono ou sala de audiências: (orresponde com  a imagem f) A estância presenta tudo ao redor tem um banco onde os dignatários se entrevistavam com o príncipe. Também se presentam as colunas minoicas e a decoração pitórica. A pintura são organizadas em frisos decorativos. Esses frisos apresentam uma greca (ou cenefa são linhas decorativas de qualquer forma como elemento de enmarque) que pode ser sempre a mesma ou diferente. Os frisos representam animais, humanas ou vegetais, ainda que também há espaço para a fantasia e a mitologia. Assim é que se representa, por exemplo, um grifo (um leão com cabeça e assas de águia).

Os debuxos aparecem sempre contorneados e ainda que é uma pintura plana, introduzem-se alguns traços para dar a sensação de volume. É habitual trabalhar os fundos das obras pictóricas sempre contextualizados com o tema do debuxo.

2.2. A pintura em Cnosos:

a) O príncipe da flor de Lis: O príncipe leva na sua mão uma flor de lis. Talvez as flores não sejam lis nem o personagem um príncipe ainda que sim um indivíduo de grande relevância já que é apresentado com uma perspetiva jerárquica, sendo retratado em maior tamanho do que o resto. Porta colares e tocado do cabelo, como símbolos de poder. Está representado passeando num jardim de formas muito esquematizadas. Tem cores muito chamativos. A figura humana respoden a uma série de parámetros próprios da arte cretense. A figura segue modelos egípcios como cabeça e pernas de perfil e o tronco de frente. Quando ao rostro, o nariz vai em linha coma frente, o que se conhece como perfil grego. Também tem a particularidade de que são figuras muito esbeltas, cuma cintura muito reduzida, de forma que o tronco representa-se como uma estrutura trapezoidal. Ainda há problemas de hubicação no espaço devido ao princípio de geometria. Usa cores planos, pois não há graduação tonal. Também há um grande esquematismo como na representação das borboletas.

b) Imagem da Parisina: É o nome que se lhe deu pela influência que tivo nas mulheres do Paris, na forma de se maquilhar delimitando o olho tanto a parte superior como aperte inferior, as celhas finas, os lábios com cores vermelhos intensos. Ainda não se representa o que é do párpado superior do que o párpado inferior. Joga-se com diferentes tonalidades de cor mas não de forma homogénea como para falar de pintura tonal. Nesta obra diferenciam-se bem o uso das diferentes tonalidades.

c) As três bailarinas: Que se identifica com três jovens que estão numa festa. É frequente nas pinturas de palácio representações da vida cotiá da servidume. Destaca a cabeça de perfil e o tronco tirando à frente. Os ombros aparecem ao mesmo nível e de fronte. Também se observa com vastante bom detalhe os colares outras alfaias que falam da orfebraria.

d)A dançarina: Representa uma bailarina no movimento da dança, com os cabelos a se mover no ar. A celha vai paralela ao párpado superior.

e) O copeiro real: Pintura ao fresco situada no que se considera o comedor real. Responde à figura humana com ombros anchos e cadeira estreita, com cabeça e pernas de perfil enquanto o tronco é frontal. É um friso restaurado onde a parte reconstruída está elaborada com cores mais apagados para que se poda identificar o original e a restauração.

f) Friso da processão das vianda: Os indivíduos do fundo portam instrumentos, logo vai a bailarina acompanhada doutros bailarinas. Todos os personagens avançam e logo um grupo opõe-se para criar a ideia de cena. Nesta representação também se percebe bem a zona restaurada da original. Os motivos da saia é repetido entre as bailarinas.

A professora disse: Para a escultura e a cerámica cretense buscai-vos a vida.

TEMA 3. MICENAS

Micenas é o outro grande foco pré-helénico e o primeiro desenrolado no território continental. É uma cultura muito diferente à cultura cretense. É uma sociedade que se desenrola entre o 1200 e o 1300 antes do Cristo. Assetan-se em muitos dos pontos onde surgiram as princiapais cidades gregas. É por isto que Micenas é o pré-ámbulo para a cultura grega. É uma cultura assentada fundamentalmente em acrópoles (zonas altas) onde construem as cidades amuralhadas. É uma sociedade eminentemente militar, baseada na guerra e no domínio de amplos territórios que se espalham desde a zona Salónica até o Peloponeso. O desocbremento desta cultura deve-se ao arqueólogo Schebamman que depois de descobrir os restos de Troia começou a escalhar a a acrópole de Micenas. Ao descobrimento de Micenas chega-se estudando a Iliada.

A cultura micénica é uma cultura do bronze final por volta do 1600/1500 antes do Cristo que conicidiria no momento da chegada a este território de povoaçoes gregas, que Homero denomina como Aqueos. Outros autores consideram que ao mundo micénico chega-se mediante a evolução desde o bronze medio. Isto é, duas teorías: A chegada de Aqueos, segundo a Homero, e por outra parte, outros autores acham que se trata da evoluçao do bronce médio.

Micenas vai conquistar toda a Grécia, Creta, parte da península itálica, etc.. A civilização micénica baseas-e na agricultura. É uma sociedade regulada pela rigidez, desde um ponto de vista social, económico, et.. Uma rigidez plasmada nas próprias cidades. São o todas elas cidades amuralhadas. O urbanismo presenta uma falta de planificaçao geométrica. Todas estas cidades têm grandes entradas fortificadas. E difícil achar fora do recinto amuralhado edificações. As grandes descobertas são Micentas e Tirinto.

1. Aceso à cidade de Micenas: Uma longa rampa. As muralhas estão formadas por silhares assentados sem argamassa. Para isto talha-se a pedra para encaixar bem as pedras. Está presente o Propílio ou porta fortificada com elementos decorativos. Este propílio tem o nome de Porta dos Leoes, já que cima do lintel onde se representam dous leoes que flanqueam uma coluna cretense, com o seu fuste que se engrosa a medida que se eleva. Esta representação da coluna sobre um altar parece representar o símbolo de Micenas. É mais um exemplo de arquitetura fortificada. A porta está formada por três grandes monolitos: um horizontal e dous verticais.

2. Plano de Tirinto: Há um grande espaço amuralhado. Chama à atenção uma zona ocupa por construções e uma zona livre de edificações. Esses espaços livres conhecem-se como os recintos de refúgio que permitiriam, em caso de ataque, resguardar às pessoas doutros povoados situados perto. Tanto em Micentas como em Tirinto há grandes edificações, casas grandes, que se conhecerão como casas gregas. Elas estão construídas por volta dum pátio interior desde o que se acede às diferentes áreas da vivenda. Esses pátios interiores permitiam proteger-se no verão do calor. Isto marca as pautas da casa mediterrânea.

3. As potermas: Ademais em Micenas acham-se as Potermas ou galerías subterráneas que permitem a evacuação da cidade. Estas galerias acostumam ir mio-enterradas, permitem salvar as muralhas e saír da cidade evitando um possível cerco por parte dos inimigos. Como eram vias de fugida que só se usariam em caso de emergência eram muito bem construídas com grandes silhares. Assim, ainda que fossem localizadas pelo inimigo elas resistiriam qualquer ataque. Desde um ponto de vista arquitectónico são muito interessantes por usa o que se conhece como falsa cúpula. Ao não utilizar a bóbeda acudim às falas cúpulas, isto é, cerram o espaço achegando cada vez mais os silhares até que se encontram no cume.

4. Mégaron: Espaço que surge na casa micénica, considerado por alguns como o precedente da arquitectura templária grega. É o lugar de recepção dos habitantes duma casa. É de planta rectangual e na zona principal manifesta-se um oval, rodeado de quatro colunas que permitiram suster o teito e deixar aberto o espaço central da sala. Esta sala tem um pórtico de aceso no que normalmente se localizavam duas colunas. Paulatinamente estes Mégarons convertir-se-am na zona principal das casa. Até chegam a medrar, a se decorar com maior riqueza e luxo, para se tornar num espaço público onde se reune a comunidade de vizinhos. É por isto que se poderia entender que marca-se o precedente do templo grego.

5. Tumbas: O mundo da morte tem um desenrolo importante em Micenas. Conservam-se tumbas de grandes dimensões onde repousava uma linagem. Acostumam constar de várias cámaras, uma delas para situar o tesouro, e acostumam ser estruturas circulares que presentam uma forma hipogeia, isto é, aproveitando as ladeiras das montanhas para escaravelhar nelas cara o interior da montanha. Acostumavam cobrir-se com falsas cúpulas. Estavam construídas com grandes pedras e nalguns casos mesmo enormes peças monolíticas.


6. O tesouro de Atreo: É uma destas tumbas hipogéias. Tá a ladeira da montanha onde se pratica um corredor subterrâneo até dar à principal câmara, também escravelhada no interior da montanha. O corredor de acesso ao tesouro conhece-se com o nome de Dromos.

7. Tholo: São estruturas circulares, uma câmara mortuória que pode ter mais câmara anexas, e tem um Dromos que se considera parte da tumba própria. Por isso é habitual achar enterramentos de cavalos no próprio Dromos. É uma sociedade militar, onde a cavalaria é fundamental, e por isso lhe concedem grande importância aos cavalos.

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8. Mácara de Agamenón: Por volta das tumbas acham-se importantes peças em ouro e plata que nos fala dos membros destacados da elite militar. Entre essas alfaias uma das mais interessantes é a chamada máscara de Agamanenón. Hoje, a medida que as técnicas de investigação avançaram, a figura de Agamenón perdou peso, pelo que se chega a pensar que é possível que Agamenón seja mesmo um personagem literário. Mas quando se achou esta peça tenha muita relevância a figura de Agamenón pelo que se pensou que era uma máscara mortuória deste rei. Quando uma pessoa morria fazia-se uma mascara usando argila sobre a cara do morte. Depois desse molde fazia-se um réplica com ouro, prata ou bronze. Depois essa máscara ocultava o rostro do morto quando se enterrava. Tem muita importância porque é um dos primeiros retratos. O outro, ao ser moi maleável, é fácil para o artesão captar a fisionomia.

9. Dama ofeente micénica: É uma pintura mural que, ao igual que muitas deste tipo, conservam-se como restaurações. O problema é que em épocas anteriores os arqueólogos reconstruiam as imagens quando hoje unicamente se insinua a parte que se completa para diferenciar o que se conserva e o que se reconstrui. A pintura micénica representa as figuras de perfil, mas há casos nos que se combina a cabeça de perfil e o corpo de fronte.

10. Dama Micénica: O fresco capta movimento ainda que é inverosímil. Mas é um intento de captar a instantânea, o imediato. Abundam as grecas na parte superiro e inferirar. Há preferência por marcar a silhueta e colorear com cores planas. Não há uma variação tonal para conceder volume, etc.. Estas pinturas falam duma sociedade muito refinada. São temas que têm a ver com banquetes, festas, etc.. Canto aos rasgos destes personagens observam-se olhos muito amendoados. Ademais o párpado superior e o inferior presentam o mesmo tamanho e as celhas são muito finas e paralelas aos olhos. Mostra-se o perfil grego, isto é, a frente e o nariz traçam uma linha perpendicular ao chão.

11. Vaso dos guerreiros: Cerâmica decorada em contraste de duas cores. Ao ser uma sociedade militar é fácil de entender a presentação da infantaria caminho da batalha. Há linhas de emarcado arriba e abaixo. Mostra qual seria o equipamento da infantaria neste momento.

12. Cerámica micénica 1200 a.C. : É uma cerâmica muito esquematizada que representa a dous lanceiros e uma quádriga.

TEMA 4. A MESOPOTAMIA

.O arte mesopotámico vaise mover nun ámbito xeografico marcado pola presenza de dous ríos: Eufrates e Tigris. Nesta zona vaise asentar unha civilización da que hai restos dende o IV milenio a.C anque a ocupación podese levar até o VI-VII milenio. .Mesopotamia esta situada nunha zona rodeada de montañas e desertos. E a zona mellor adaptada para a vida do home e o desarrollo do seu saber. Convertese nun testimonio moi rico xa que permite un desarrollo da agricultura. A diferenza do ocurrido en Exipto, en Mesopotamia o longo da sua hª vamos ver unha sucesión de pobos que van a exercer a sua hexemonia nese ámbito. Mesopotamia nunca foi un país como Exipto, foi a única dunha serie de ciudades-estados independentes que nun momento da sua hª forman unha liga e dominan o seu testimonio. Eso determina que ao longo da hª encontraremonos con diferentes relixions e diferentes concepcions… e político. .O que une a todos estos pobos e o desexo de dominar ese amplo territorio comprendido polo valle do Tigris e do Eufrates. Desde o punto de vista artístico vai ter unha gran diversidade de manifestacions. .Esta zona do creciente fértil vai estar en continuos enfrontamentos. De feito, van a ser moi militarizantes en donde o xefe político vai ser o xefe militar. Durante o periodo da hexemonia persa, o centro neuralxico pasa a territorios mais orienteais como Persepolis. En canto o patrimonio conservado viuse moi deteriorado pola continua actividade belica. .

Cronoloxia do arte mesopotámico: -Imperio Sumerio: 3000-2000aC -Imperio Acadio: 2300-2000aC -Imperio neosumerio: 2000-1900aC -Imperio paleo-babilonico, Hitita: 1900-1500aC -Imperio Asirio: 1000-600aC -Imperio Persa: Aquemenidas: 600-500aC Partos: 300-200aC Sasanidas: 222-600aC1.Imperio Sumerio: 3000-2000aC.

O mundo sumerio vaise desarrollar en torno a cidade de Sumer, que e o seu capital. Vaise apoiar nunha serie de ciudades: Ur, Uruk, Lagash, que están no valle inferior. Este imperio va ter a sua hexemonia en torno o 3000aC..Nel van xurdir as primeiras ciudades que se limitan mediante murallas, donde hai unha división de traballo, unha orientación hacia a agricultura e comercio.As expedicions orientais van ter unha gran importancia. Van xurdir talleres de manufacturas e materiais que logo van ser vendidos no territorios do sur..O adobe vai ser o material de construcción xa que se trata dunha rexion donde non hai madeira nin pedra,a cerámica e o torno, a escritura. Deixaronnos testimonios moi importantes en tablillas. Son de tamaño manexable e presentan inscripcions que teñen que ver co control económico desas importacions e exportacions de productos.Todas estas ciudades practicaban o politeísmo, e adoraban a divinidades que tiñan que ver co sol a luna e os axentes atmosféricos..O poder político e relixioso eran independentes pero o poder político dominaba aos sacerdotes que traballaban nos templos..No tocante a arquitectura, os testimonios mais interesantes teñen que ver ca arq relixiosa, anque tamen se conservan exemplos de arq funeraria e de arq palacial.-A arq relixiosa vaise materializar nun proceso edificatorio que e o “zigurat”, un conxunto de construcions de gran tamaño dedicado a unha única divinidade.Un zigurat e unha construcción que se articula a partir da sucesión dunha serie de plataformas formadas por secuencias tronco-piramidais que decrecen en altura. Estas construcions presentan similitudes ca arquitectura piramidal..Na parte superior faise o templo que alberga a capela. O aceso as diferentes plataformas faise mediante rampas ou escalinatas. O material que se usa na construcción e o adobe e nalguns casos a pedra. Cada unha destas plataformas teñen que cimentarse con gran cantidade de terra, de forma que co paso do tempo, a erosion e o deterioro destos zigura chegan a confundirse con montañas..A función: non era un recinto de oración, era un recinto o que os fieis iban en determinadas datas, que coincidían cas datas nas que a divinidade baixaba a terra e ocupaba o seu propio zigurat.Cando esto se producía os fieis acudían o zigurar e participaban nas ceremonias. A divinidade albergabase nesa capela.Como en Mesopotamia non abundaba a pedra, o adobe será o material mais usado, sobre todo nas plataformas inferiores. O zigurat e unha estructura aberta donde a capela ten unha cuberta abovedadda o que diferenza a arq mesopotámica da exipcia.Será unha arq activa, con presions que hai que contrarestar con métodos. Os muros exteriores non eran lisos, senon un muro con entrantes e saintes co fin de reforzar a propia estructura. As plataformas recheabanse con terra, de modo cos muros das plataformas eran muros de contención, de ai o reforzamento dos muros dos taludes..Cada un dos corpos que integraban o zigurat coloreabanse con cores moi vivos para que destacaran no seu entorno. Recurrían a ladrillos vidriados con forma de policromía, estas construcions aparecen plenamente formuladas a comezos do primeiro milenio aC.En Ur e Uruk están as principais realizacions.Podemos ver estas características constructivas dun zigurat e na reconstrucion hipotética do Zigurat de Uruk (3000aC). E unha estructura tronco-piramidal de plataformas que se superponen en altura e decrecen. O material de construcción e adobe. Os muros non presentan unha estructura lineal senon que recurren a entrantes e salientes. O edículo ou templete non era un lugar de vista ou oración para o pobo. So tiñan aceso os sumos sacerdotes e a divinidade. Eran de gran riqueza. Sufriron o saqueo durante seculos.a)Basamentos do templo de Anú en Uruk (3000aC) .Son os muros correspondentes a primeira plataforma. Usaban o adobe e para conseguir resistenza fan unha parede exterior e unha parede interior que rechean con guijarros,etc. .O zigurat vai ter unha vida dilatada no tempo. E unha tipoloxia que vai a ter unha traxectoria ao longo dos distintos periodos mesopotámicos. Sempre se volve cando dominan as ciudades próximas a desembocadura do Tigris e do Eufrates, cando teñen a sua hexemonia política..Siguense facendo zigurats ate comezos do primeiro milenio aC pero este desarrollo cronoloxico non vai influir excesivamente na estructura do monumento. Hai poucas diferenzas entre os mais antigos e os mais recientes. Hai unha tendenza a que se produzca un crecemento en altura. Son obras mais ambiciosas.Desde os primeiros zigurats con tres plataformas pasamos a os que teñen sete platafomras. Este nº e simbolico. Estos zigurats van incorporar nas zonas que rodean a cada plataforma a introducion de espazos axardinados (os de sete plataformas) a que contribue a un perfecto equilibrio entre arquitectura e ntza.Algunas destas construcions vanse levantar aproveitando a orografía dun terreno. Van xogar con montículos que van servir de base para estas construcions ciclopicas. O zigurat ocupara sempre un lugar preferente nas ciudades, no seu urbanismo.b)Reconstruciones de zigurats..Hai estreita relación entre a mitoloxia mesopotámica e a estructura do zigurat. A idea da creación do mundo a través da ascensión a un monte, esa e a estructura do zigurat, establecese unha relación entre o propio monumento e a idea da colonización do mundo.-Zigurat blanco nas inmediacions de Lagash.Zigurat da cidade de Ur (1500aC)zigurat de Ur.E un zigurat “moderno”, enmarcase dentro da época neobabilonica. Vese a excavación da cidade donde se aprecian as calles. No mundo oriental sole ser un trazado laberintico. Non hai ningún tipo de xerarquia entre avenidas principais e calles menores..O tipo de casa organizase en torno a patios interiores e cunha estructura cerrado o exterior. Intentanse buscar espazos que realmente teñan un espazo mais fresco. Poucas ventas, portas dunha luz moi reducida. Dentro dese entramado urbano situariase o zigurat.Zigurat adicado a fantúnZigurat de Assur .O mundo sumerio desde un pv arquitectónico nos deixa un mundo adicado os zigurats. .Outra estructura será o palacio. Hai unha rede de palacios nas principais ciudades sumerias. Os palacios teñen: -Grandes salas e dependencias, cunha organización de espazos moi independentes. Especial relevancia teñen os palacios de Uruk(3000aC) que van ter unha vida moi dilatada. -Preocupacion decorativa para ornamentos no interior das habitacions mediante o emprego de ladrillos vidriados. Esto vai ser unha tradición que se prolongara ate o final. .No mundo sumerio xorden tres tipos de edificios, e dicir, o mundo relixioso tera o zigurat, o mundo político tera o palacio e o mundo dos mortos tera as tumbas. -As tumbas son construcions subterráneas, moitas veces ocultas no territorio e se concebían como verdadeiras mansions para os mortos. Son construcions que se realizaban debaixo da cota ou como un palacio que se enterra e que vai estar organizado en grandes salas con cámaras secundarias. As tumbas presentan o mesmo tipo de decoración e nesas salas van gardar os axares. Podemos diferenciar palacios para os vivos e palacios para os mortos. Falamos de personaxes con gran capacidade económica que poden costearse a sua vivenda para a vida e para a morte. Moitos dos mobles, instrumentos musicais, adornos… están feitos en ouro. .A sociedade esta desarrollada cun grado de sensibilidade moi amplo. En canto as artes plásticas,o mundo sumerio deixounos testigos que nos falan dos comenzos da arte, dos primeiros intentos dos artistas por narrar ou transmitir algo. Ese cto narrativo vaise plasmar nun cto da imaxe característica e moi fácil de determinar: 1.No mundo sumerio encontramos representacions humanas que responden a un canon moi pouco esbelto. O canon no mundo mesopotámico falanos da altura correspondente a catro unidades tomando como unidade a cabeza (no mundo latino e 1-7). E un parco desarrollado en altura. Noutros periodos buscanse canones moito mais estilizados, esta proporción será unha das características mais destacadas. 2.Son representacions moi sumerias. Traballase con detalle o entorno e dunha forma esquematica o interior da representación. Vaise fixar con detalle o entorno. Sigue sempre o principio de xeometrismo. Xorde de forma mecánica un determinado elemento ou rasgo. 3.Non hai unha formulación do que e a perspectiva. Eso determina cas figuras resulten dunha gran plenitude. Eso vai determinar cas imaxes carezcan de volumen e a sua anatomía adaptase a bidimensionalidade. 4.Manteñen a perspectiva xerarquica e na estructura exenta hai un sometemento a lei de frontalidade. 5.En canto as imaxes policromadas, non hai unha concepción tonal do cor. c)O estandarte de Ur .Chamouselle asi porque realmente o que presenta e unha imaxe da sociedade sumeria en tempos de paz e en tempos de guerra. Son en realidade duas planchas de madeira e esmalte. .Apareceron unidas a unha base de madeira dispoñendose unha no anverso e outra no reverso. Apareceu ligada a un axuar funerario e desde logo era unha representación moi cuidada da sociedade sumeria. Nun panel aparece a sociedade en guerra e na outra a sociedade en tempos de paz. A peza vai presentar unha serie de cenefas que sirven de enmarque para as representacions. Toda a superficie vaise dividir en tres frisos. Estos frisos delimitanse mediante unhas grecas decoradas con elementos xeometricos e como sistema de narración usase unha narración lineal. .O tipo de técnica usada e a claisoné (como un mosaico) que e unha técnica que consiste en incluir na madeira pequeñas placas de oso, marfil, madeiras de outras tonalidades, esmaltes, lapislázuli… Con eso vaise ir formando a imaxe. E unha técnica moi elaborada para a época. .A parte superior fai referenza a sociedade da guerra. E unha sociedade  sumeria que se prepara para a contenda. Iniciase cun desfile militar, a procesión das tropas, os carros de batalla… Presidindo este desfile, no eixo axial da obra e cunha estructura chamativa en altura, esta o señor de Ur, acompañado do poder relixioso. Nesa parte estaría a presentación dos vencidos que lle rinde… o señor de Ur. Levanlle os cautivos o rei. Na primeira cenefa representase o comezo e o final da batalla. No segundo friso, aparece o exercito mesopotámico, todos da mesma altura. O outro lado do eixo axial, están os vencidos nus e sometidos polo señor. No terceiro friso, esta o desfile dos carros aplastando os vencidos. .A simboloxia da paz. No primeiro friso, representa un banquete donde destaca o rei. Aparecen músicos, todos levan a mesma indumentaria, o tronco desnudo e unhas faldas de pel de cordeiro ou cabra. No segundo e terceiro friso, e a procesión das ofrendas. A peregrinación o lugar donde se encontra o monarca para entregarles as ofrendas. d)Os orantes de Mari. .Son unhas esculturas de pequeño tamaño, feitas en pedras duras de gran moi fino,e probablemente tivesen unha función de exvotos, e dicir, unha estatuilla que se ofrece a divinidade en agradecemento a personaxes orantes. Homese mulleres presentan características particulares. .Os homes con faldas ceremoniais de pel. As mulleres van vestidas con túnicas que cubren completamente un dos brazos e deixan o outro o aire. Levan tocado ou a cabeza cuberta. Manteñen a proporción e son represtacions moi sumerias. Destacan por presentar unhas cuencas oculares de gran tamaño e con ollos tallados normalmente en asta ou en oso que lles dan esa característica mirada desorbitada. Son figuras para ver de frente e donde se aprecia un pilar que reforza as pernas. Son de pequeño tamaño e manteñen a lei de frontalidade. e)Os orantes de Assur. .Ten características similares as anteriores. Non hai volumen. Os homes levaran o cabelo largo e rizado, o mesmo que a barba. A barba en Mesopotamia e símbolo de autoridade e dignidade. O marxe desta escultura externa encontramos as paletas, que son placas de pedra, normalmente rocas blandas e noutros casos fanse a partir de arcilla e que reciben decoración nun dos seus lados. .Son pezas de gran entidade e esa relevancia ven datada tamen pola lectura cronoloxica que se fai das mesmas. Presentan un orificio na parte central. Alguns historiadores pensan que era pa exhibilas. O tipo de representación será próximo ao do estandarte de Ur. f)Estlea de Ur-Nina .Esta paleta ponse en relación coa construcción do zigurat de Ur. Organizase en dous frisos e todolos personaxes van seguir esta estructura salvo o que temos na parte esquerda, o cal identificamos co rei. E unha perspectiva xerarquica pola indumentaria e leva na cabeza sua un cesto. .Tamen hai representacions da corte, en primeiro termo, o sumo sacerdote e narrase o momento mitico no que o rei coloca os primeiros ladrillos do templo. Son obras moi relevantes. Despois temos unha celebración. Podemos chegar a esa lectura iconográfica grazas o nº de inscripcions na parte inferior e na falda dos personaxes. g)Estela dos buitres. .Teñen un fondo non liso e escritura cuneiforme. .Esta estela esta decorada no anverso e no reverso. O tema volve ser o da guerra e o exercito que avanza victorioso sobre os vencidos. Este fragmeto ten un gran valor para as estretegas porque ensinanos como avanza a infantería: con lanzas, escudo e casco. Recordanos a facer un parapeto común con todolos escudos. .A fins da época sumeria atopamos unha escultura que busca representar o concepto de beleza, a búsqueda da armonía e da estética rompe ca tradición dos orantes e intenta plasmar un grado de realismo maior. a)A dama de Marka. .Situase en torno o 2000aC. E unha pequeña cabeza realizada en pedra que reproduce a unha muller. Probablemente formara parte dunha escultura de corpo enteiro. Sin duda tiña unha serie de aditivos noutros elementos. As concas oculares están vacias. O trazado das cellas estaría feito mediante pasta ou esmalte. Debía levar algún tipo de tocado. O seu interés estaba en que a escultura ten un plantexamento volumétrico (novidade) que non habíamos atopado ata este momento. A través do volumen intentase transmitir a redondez dese rostro. b)O vaso de Uruk .E un vaso feito en pedra cunha tematica que xa vimos que ten que ver ca procesión das ofrendas. Decorado en frisos alternando un decorado e o outro liso. .En torno as grandes tumbas encontraronse pezas feitas en materiais nobres que usan como materia prima o ouro. Serian pezas pensadas para as grandes ceremonias. a)Casco de ouro. Casco de Meskanandug (2900-2300aC) .E unha replica dos peinados da época. Reproduce a superficie craneal. Os orificios da base e o contorno do casco podía ser un sistema de suxecion da peza ademais de ser un elemento decorativo. Ten valor simbolico, o ouro non e bo para protexer. E unha peza de orfebrería. .Hai tamen pezas de axuares. Unha arpa ca representación do toro que vamos encontrar moitas veces no mundo mesopotámico. Arca da raiña Subad. Hai tamen pezas en ouro que representarían un touro. .Todas son esculturas macizas de pequeño tamaño. Vaixelas realizadas en materiais nobres (vaso de ouro) con estructura gallonada da copa e cunha decoración na parte superior en zig-zag. A asa recorda a un touro. Serán frecuentes as pezas que teñen que ver cas xoias da época. Tamen hai vaixelas en roca. Os tocados tamen debían ter unha enorme importancia na época, con pendentes e tocados feitos en bronce ou en ouro. a)Escultura en ouro e lapislázuli. Macho cabrio encaramándose a un árbol. .Son pezas de pequeño tamaño que se encontraban no museo de Bagdad, de  moitas non sabemos o seu paradeiro. Ligadas as tumbas reais de Ur. 2.Os acadios (2300-2000aC) .O mundo acadio basase nunha sociedade militarista e eso determina que os testimonios artísticos teñan que ver co carácter belico, o que lles permite facerse co control do valle mesopotámico. .O mundo da metarlurxia vai ter un gran desarrollo a partir da fabricación de armas. Este desarrollo condiciona que parte dos testimonios están traballados en metal, sobretodo bronce. .A tematica destos testimonios esta vinculada as campañas militares, triunfos e batallas. Entre estas obra temos a Cabeza de Sargom. a)A cabeza de Sargom. .Sargom e un personaxe mitico dentro da cultura acadia porque consideraselle o primeiro rei desta cultura (ten a sua hexemonia entre o 2500-2000aC), e eso leva a que se considere que esta obra sexa o retrato dun monarca sin ser específicamente de Sargom. Para alguns tratase do retrato de Naram-Sin. O relevante e que e unha escultura realizada en metal e é oca, o que demostra un cto da metalurxia. .As pautas de representación do mundo mesopotámico e acadio son:    -Personaxes barbaros, porque e un elementos de prestixio, símbolo de poder, canto mais larga e abundante mais importante o personaxe.-Levan pelo largo e presentan peinados complicados, trenzas, moños…-O retrato non e analítico, e un retrato idealizado cun predominio da xeometrizacion das formas, que leva a que a cara se considere como a combinación de varias formas xeometricas ordenadas xunto a un eixo de simetría que restas os rasgos naturalistas do rostro.-Manteñen sometemento a frontalidade pero a parte posterior da misma esta traballada con gran detalle.-As esculturas en bronce contaban con aditamenteos en materiais diferentes, rocas, cristal e intentaban introducir color intentando unha policromía do rostro. Este acabado buscaba o maior realismo (cor os ollos…) Estos alimentos eran moi atractivos para os saqueadores e perderonse.Existen poucas obras xa que o ser metal reutilizase noutras.Tamen podemos deternos nunha peza que manten a tradición das estelas sumerias, e a Estela de Naram-Sin (2300-2000aC)b)Estela de Naram-Sin.E un dos testimonios mais importantes do mundo acadio porque danos unhas características novidosas en canto a concepción do relevo. Contasenos a hª dunha victoria, esta n aliña da tematica militarista e belicosa. E unha estela que hoxe conservamos frafmentada pero que no orixe debeu ter unha forma bastante irregular pero que se adapta ao contido narrativo da peza..Segun os escasos testimonios, Naram-Sin conseguio unha victoria sobre os elamitas que lle deu o exercito o dominio dun gran territorio e a estela narra esta victoria. Esta victoria produxose no alto dunha montaña e esa referenza a montaña vai condicionar a estructura do soporte. Hai unha cenefa que marca o limite da escena e probablemente a parte superior da estela teria unha forma parecida a da montaña..Podemos ver unhas características:-Aplicación da perspectiva xerarquica, o personaxe mais importante ten as proporcions diferentes ao resto e esto axudanos a identificar a Naram-Sin que aparece conto todolos emblemas do poder.No mundo mesopotámico os cascos dos reis aparecían co tema do corno, canto mais cornos, mais importante e o personaxe. Tamen aparecen armas.Aparece un cortexo de personaxes, que ascende hacia a parte alta, dando a entender que é o exercito victorioso que asiste o momento no que o monarca vai axustizar aos principais representantes do execirto contrario. E unha imaxe violenta donde se quere transmitir a idea de xustiza que aplica o vencedor. Destaca o valor testimonial do acto xusticieiro..Ten unha soa cara traballada, en pedra e os cornos son forza.-A concepción espacial. Os personaxes dispoñense nun friso ascendente sin elementos que corten o espazo.-Introducense elementos paisaxisticos que axudan a situar o escenario no que se desarrolla o feito. Aparecen arbores, a montaña e os tres soles que reconoce o mundo acadio.-O fondo e listo e as figuras están en primeiro palno e non hai elementos que se dispoñan en ambos planos, non hai perspectiva-E un baixorelevo-Usase como recurso a liña, para dar sensación de volumen.O periodo da hexemonia do mundo acadio e corto,a ese dominio acadio sucedelle un periodo de hexemonia neusumeria.3.Imperio Neusumerio (2000-1900) .E o desarolo dunha segunda fase sumeria. Este periodo e posible grazas a unha emigración masiva dos pobos asentados nas montañas que rodeaban os valles mesopotámicos. Eran os chamados Guti, que barren os acadios e entregan o poder os sumerios. .Os Guti era Mestres da guerra e por ese vencen aos acadios. Unha vez que se asentan na zona do val asistese a un proceso de asimilación das tradicions sumerias e conviven cos últimos restos da cultura acadio, dando lugar a cultura neosumeria, e dicir, a tradición dos Guti, dos acadios e dos sumerios donde e posible identificar cada aportación. .No mundo neusumerio encontramos unha importante tradición escultórica que contrasta ca escaseza de monumentos arquitectónicos xa que os edificios doron recuperados e reusados e non houbo necesidade de crear novas edificacions. .A escultura presenta: -Canon corto, proxecion achaparrada, con formas redondas -Usase a diorita que e un tipo de pedra negra, metamórfica de gran pequeño e unha vez pulida ten un aspecto similar o metal. -Desde o pv morfoloxico: deriva das representacions do mundo sumerio -Predominio da liña na escultura frente o volumen -Dan a sensación de ser bloques, son macizas -Preocupacion pola fisonimia do personaxe (mundo acadio) tratan o rostro para captar o mais minino dos detalles (idealización) .As esculturas van estar desarrolladas co Patesi Gudea. Esta e unha escena en pedra, entorno a Akad e na época de florecemento. Ten xeometrismo nos plegados e pv frontal.c)Patesi Gudea (escultura).Personaxe lexendario no mundo sumerio xa que hai representacions en moitos lugares. Este personaxe aparece sempre cunha túnica ata os pes que ten a particularidade de que deixa un hombro e un dos brazos o aire, probablemente sexa unha indumentaria ceremonial..Na parte inferior da escultura hai unhas inscripcions que identifican ao personaxe e fala dos seus logros. A escultura vai ser o soporte da escritura..Sobre as pernas leva extendido un plano, e unha tablilla donde aparece o plano dunha construcción, probablemente sexa un palacio xa que as características da planta se corresponde cos palacios polo seu carácter defensivo.Sola aparecer cas mans entrelazadas sobre o peito como en acto de oración.A cabeza presenta as mesmas características. Aparece como un personaxe imberbe con esa redondez nas formas que presenta a cabeza cuberta cun tocado feito en pel de ovella. Tiña que ser un tipo de tocado importante..A influencia do mundo acadio vese no rostro idealizado e vemos un xeometrismo, cellas que son continuas e debuxan un arco perfecto en ambos casos. Os parpados inferior e superior dos ollos ordenanse conforme a un eixo axial, ten a mesma inclinación, por iso e xeometrico. Hai unha aproximación ao realismo baixo unha idealización do rostro..Noutra das suas imaxes aparece de pe e entre as suas mans leva unha ánfora  da que emana auga, que lle brota para o peito. Esto apreciase coa utilización da liña para dar profundidade. O Patesi Gudea presenta un avance no canon.Son esculturas moi robustas co desarrollo minimo d pescozo.4.Imperio Paleobabilonico (1900-1500aC).O dominio do periodo neusumerio e moi corto e sucedelle o Imperio Paleobabilonico, a beiras do Tigris.Este periodo desenvolvese en torno a cidade de Babilonia que vive dos momentos dorados. Un a comezos do segundo milenio aC e o segundo periodo hexemonico durante a segunda mitade do primeiro aC (sobre o 500).Deste periodo casi non hai mostras, pero hai herencias que influen no mundo oriental como no occidental. Esa herdanza e o que se coñece co nome do Codigo de Hammurabi. A comezos do segundo milenio aC encontramonos cunha civilización que basa as suas representacions usando a combinación da imaxe e do texto para expresar algo.Por primeira vez unha lei esta asociada a imaxe, de tal forma que texto e imaxe convertense nun documento hco importante.a)Cidade de Babilonia.Reforzada con murallas, primeira gran cidade mesopotámica.E o primeiro recinto amurallado:palacioE o segundo recinto amurallado:templo-ziguratE o terceiro recinto amurallado: barrios que integran a cidade..A primeira cidade na que se intenta integrar zonas verdes e esta. Tamen a primeira que responde a un plantexamento urbano..Ten unha estructura urbana xa desarrollada, a arq queda xa delimitando o poder político e relixioso:palacio-zigurat.Na maioria dos casos os poderes están separados pero en outros momentos e teocrático..Na primeira metade do segundo milenio poñense as bases da cidade de Babilonia, maior importante e maior tamaño (plenitude no s.VI-VII aC)b)Relevo da deusa Lilith ou retina da noite..Importante dimensions, unha figura feminina alada,fantástica, hibrida. Combina corpo humano con extremidades inferiores asimiladas as dun ave: reproducion relixiosa..Aparece no centro cun alto relevo de formas moi redondeadas, asentase sobre os lomos de dous leons enfrontados polos cuartos traseiros..Relevos de dous búhos formando un cortexo. Primeiras veces que hai unha reproducion fantástica.Increíble o sh pode representar xa algo que non e real, mito..Ten perspectiva xerarquica con maior calidade e destreza ao traballar a peza.c)O código de Hammurabi (1760aC).As leis escritas en pedra eran inmutables..E unha representación de gran tamaño tallada sobre pedra monolítica, tallada so no anverso, e mostra unha representación na parte superior e o resto e un campo epigráfico moi grande.Hai unha perspectiva xerarquica, o personaxe mais importante ten unha barba mais marcada e o seu casco ten catro cornos, tamen e o que lle entrega a lei a Hammurabi.O personaxe sentado e o deus Marduk, deus supremo du mundo babilonio que lle entrega os capítulos do código a Hammurabi (Patesi) .A divinidade representase cun hombro descuberto e a falda recorda os sumerios. Esta sentado sobre o tempo e os pes sobre un cascabel traballado como por escamas, e a representación da terra de Babilonia. A divinidade esta inmersa baixo un halo de luz, representando a través dos raios que salen dos seus hombros. .A imaxe esta en dous planos, o do fondo liso e o primeiro plano donde se disponen as figuras. Marduk aparece de perfil. Recurrese a liña para dar sensación de profundidade como na barba e nas faldas.5.Imperio hitita (1500-1000aC) .A cultura hitita e comtenporanea ao mundo babilónico. Os hititas asentanse na zona da Anatolia, asentado nas montañas e solo se extende polo valle puntualmente co fin de recoller tributos. E un pobo que estructura o seu imperio a base de ciudades estado, enclavos aislados que mediante acordos recollen unha unidade pero que non renuncian os seus orixes. .A sua manifestación artística e moi distinta: -En primero lugar, as ciudades estado son acropolis, e dicir, están fortificadas. -Ubicanse en zonas de fácil defensa -Presentan unha estructura amurallada que preserva o casco urbano dos perigos exteriores -Usan a pedra como material constructivo. E unha pedra monolítica, de gran tamaño e van estar talladas de maneira rudimentaria para darle estabilidade. Intentase que unha fileira encaixe ca seguinte e para eso facianse muescas pero non se usaba argamasa, asentan a oso. -Presentan portas de aceso que non teñen un gran tamaño, so a anchura dun carro. Nestas portas e frecuente que aparezca algún tipo de representación. A mais famosa e a Porta dos leons da cidade de Hatussa, que e unha porta que se retrae da liña da muralla. a)Porta dos leons da cidade de Hatussa. .E unha porta retraida da liña da muralla para defendelo acceso. As portas presentaban un arco parabolico. Nas jambas dispoñense duas pezas zooliticas que presentan dous leons. A estas pezas chamanselle ortostrato, e dicir, son pezas monolíticas que presentan unha decoración relivaria nun dos seus frentes. Estas figura teñen carácter antropopaico, protector. O león e símbolo de poder, asi disuaden o inimigo de atacar. .Hatussa era unha cidade defensiva e para estas ciudades e fundamental establecer unha via de escape, que era un corredor excavado que permitia a saida da cidade baixo as murallas eque salía a certa distancia. Estos corredores de escape chamanse poternas, que son obras de enxeñeria interesantes. Son tuneles excavados n aterra e protexidos mediante unha estructura granítica de falsa cúpula. Citamos Poterna de Hatussa. Hai unha gran técnica constructiva. .O mundo hitita contou con santuarios. A sua relixion prefería a propia ntza como espacio de culto de modo que as representacions escultóricas ligadas os templos están alexadas e rodeadas de paisaxes naturais. Estos santuarios solian colocarse xunto as rutas e vías de comunicación e a certa distancia das ciudades. b)Os deuses de Yazilikaya .E un relevo de doce personaxes armados que parecen avanzar nunha procesión. Identificanse con doce divinidades. E un friso escultórico localizado sobre unha parede rocosa que se encontra xunto a un camino. .Hai unha isocefalia na representación, parcialmente todalas figuras son iguais en tamaño, teñen a mesma disposición do corpo,levan a mesma roupa… .E un baixorelevo aproveitando a inclinación da pedra e dirixen o seu avance hacia os territorios do sur, territorios do inimigo. Teñen un carácter simbolico, marca o limite do territorio tinita. 6.Imperio asirio (1500-600aC) .Nos territorios do Tigris e do Eufrates, o espazo que ocupaban os territorios babilónicos encontramos o pobo asirio que vai adoptar a cultura anterior. A sua etapa alxida e a fins do primeiro milenio a.C, pero podemos localizar testimonios desta cultura dende o s.XVIaC .Os asirios son un pobo de gran capacidade de asimilación e por eso na sua cultura atopamonos ca amalgama que nos leva o ámbito sumerio, babilonio ou acadio. .Durante este periodo poñense as bases do imperio mesopotámico e a sociedade e teocéntrica, donde o templo (zigurat) aparece xunto ao palacio convirtindose no centro das principais ciudades de tal forma que o rexime relixioso e político aparecen unidos. Manteñense as ciudades amuralladas seguindo a tradición do mundo hitita e a cidade volvese o centro neuralxico da sua economía. .O mundo asirio e unha cultura de gran forza no ámbito mesopotámico porque durante este periodo(1000-600) o mundo babilónico traspasa as suas fronteiras naturais e chega nunha política de expansión a invadir o mundo exipcio. E unha etapa de granes emperadores, monarcas, como Sagom II, Assurnasirpal II, Sarmanasar ou Assumbanipal. A capital do mundo acadio esta en Azur. .E un periodo moi rico artísticamente porque vai ser capaz de incoporar novos elementos ao arte como e o empleo de novos materiais como a pedra, quizá pola influencia do Norte, dos hititas. .As suas manifestacions artísticas teñen un carácter atemporal, concibense como obras para a eternidade e van estar en función do monarca, que se converte nun personaxe semidivino, vai ser frecuente as representacions do monarca cas divinidades. No mundo asirio o zigurat vai perder terreo frente o palacio, que se converte no epicentro das ciudades. Neste momento as ciudades mesopotámicas  alcanzar un gran desarrollo. Estas ciudades son verdadeiras fortalezas donde o palacio ocupa casi a totalidade da cidade. Hai que ter en conta que se usa unha construcción a base de tapial, materiais moi fraxiles e pouco perdurables. Para a cuberta usan follas de palma ou lonas e eso condiciona a propia cidade xa que dentro do nucleo urbano e a única construcción perdurable e do resto casi non quedan restos. .Ademais non había concepto de capital e os países organizabanse mediante ligas da ciudades o que determina que cada monarca se perpetua mediante a construcción dunha nova cidade concebida para a sua propia gloria. Durante o periodo asirio a zona de ocupación non vai ser a parte inferior do valle do Tigris e do Eufrates, senon da parte norte do territorio nos cursos superiores do Tigris e Eufrates .Cada un dos grandes monarcas vai ser construir a sua cidade, e encontramos restos importantes na cidade de Jhorsabad, Nimrud e Nínive. a)Reconstrucion da cidade ou Dur Sharrukin.Todas estas ciudades facianse nos marxes dun rio para ter suministros de auga, tiñan muralla e emplazase o palacio e xunto a el o zigurat.Estas ciudades destacaban pola policromía estaban construidas en pedra e recurrían a escultura, o relevo, para decorar as superficies murales(interior das grandes estancias).Esta cidade foi fundada  por Sargom II e tivo o seu desenvolvemento en torno o s.VIIIaC como boa parte destas ciudades estaban a beiras do rio, donde había un gran trafico de barcazas.b)Reconstrucion Palacio de Jhorsabad .O palacio estaba delimitado pola sua propia muralla. Estas murallas presentaban torres cuadrangulantes para reforzar os lenzos dos muros. O interior organizabase en torno a un gran patio que era o nucleo distribuidor e en torno o patio as distintas dependencias. .O palacio solia construirse sobre plataformas artificiales co fin de chamar a atención. O zigurat estaba o caron do palacio cun tamaño mais pequeño xa que o poder político tiña mais relevancia. .Neste palacio sabemos que boa parte das principais portas estaban flanqueadas por toros alados (lamasu). Os lamasu son representacions apotropaicas, e dicir, teñen un valor protector e son antropomórficas porque representan animais fantásticos que combinan a cabeza humana cun corpo de toro alado. Estos lamasu dispoñianse en torno os acesos e salidas das portas. Son altos relevos donde as representacions están unidas a un soporte. Son figuras cun valor simbolico, a cabeza soe identificarse co propio monarca, por eso leva barba, a peluca, o casco cos cornos que normalmente e unha tripe cornamenta, e a coroa. Estos toros presentan  unhas alas desplegadas e na representación traballase con gran detalle tanto a anatomía como as zonas de pelaxe animal. Están concebidas para ver de perfil. c)O lamasu d palacio de Jhorsabad. .Os lamasu solian estar rodeados de frisos decorativos facendo referencia as campañas. E moi frecuente que estos lamasu presenten cinco patas en lugar de catro. Os escultores intentan facer unha representación realista, pero realista xogando con dous puntos de vistas:frontal e lateral. .Como a función do lamasu e protexer unha via de aceso, a imaxe ten que ser crible, desde calquer punto, tanto o que pasa pola porta como o que mira de frente, por eso ao miralo de frente vese duas patas delanteiras e cando se atravesa a porta aparece unha pata no perfil (a quinta pata). Desa forma non e unha representación conxelada senon que acompaña o que se esta marchando da cidade, por eso e realista. .O mundo osirio e moi permeable, asimilan os distintos componentes culturais do momento, por eso o uso da pedra esta adoptado do mundo hitita. O relevo e moi importante no mundo asirio xa que grazas a el, coñecemos parte da sua hª. A escultura danos o punto desa sociedade. .O relevo represetanse sempre enmarcado por unha greca, unha cenefa decorada ou unha moldura que acota a representación. Desarrollase en dous planos e co fondo liso. Tratase dun baixorelevo e no interior das figuras introducese a incisión, para dala sensación de modelado. Recurrese a liña para dar sensación de volumen. Non hai perspectiva e as secuencias dividense en frisos. .Os asirios foron unha gran potencia militar cuns exercitos moi numerosos por eso moitos dos relevos serán en relación con temas belicos .Ca sucesión dos diferentes monarcas a capital e itinerante xa que cada un deles funda unha nova cidade. O seguinte monarca fundou a cidade de Nimrud, e o Palacio de Assunasirpal. Todalas ciudades presentan as mesmas características. Deste palacio convervanse restos recontruidos. Reconstrucion do palacio de Nimrud, ca doble muralla e a porta de aceso donde se situaban os lamasu. Hai que destacar a utilización da pedra e os arcos parabolicos, que xa usaban os hititas. O salón do trono e a dependencia mais importante e constaba de varios accesos, todos eles con lamasus, como o lamasu do palacio de Nimrud. .Na escultura o relevo xoga un papel fundamental e un dos escasos exemplos e o de Assurnasirpal II. E unha escultura tallada en todo o seu contorno anque concebida para ser vista de frente. .E unha escultura bloque donde se representa o monarca cos elementos que mostran a sua dignidade, a barba, o casco e porta nas suas mans un caxato e un flaxelo (simbolos da dignidade real). O emplazamento destos simbolos exipcios e porque Assurnasirpal chegou a cidade de Tebas e Menfis, e esta representación e o triunfo sobre Exipcio, por eso leva as armas do faraón como símbolo da victoria, por eso non as cruza sobre o peito como e o caso de Exipto, senon que simplemente as porta. d)Obelisco negro de salmanasar. .Deste perido do 858-814, non e frecuente cas escultura se dispoña fora dos muros, por eso a peza ten un gran valor. Esta labrada en basalto, con gran fino, o que permite un gran detalle. A representación e en frisos e narrase a ofrenda dos tributos (a entrega dos impostos) mediante a entrega dos animais(camellos, cabalos, leons…) e)Relevo procedente do Palacio de Nimrud .E unha imaxe de Assurnasirpal II enfrentándose ao león para o seu entrenamento. E un baixorelevo e a incisión e un elemento importante para darle profundidade. Representase con todolos detalles. .Durante o reinado de Asurbanipal II construese a cidade de Nínive, en moitos casos, o construir estas ciudades cambiabase o curso do rio para ter sempre auga e tamen permitia rechear o foso que rodea  a cidade. Os restos deste foso que están recheados hoxe podemos velos dende a muralla de Nínive. e)Assurbanipal no carro de batalla (650aC) .E un relevo donde se nos fala dos cortexos reais. f)Assurbanipal polinizando os campos. .Unha vez o ano o monarca recorría os campos buscando a fertilidade. Aparecen dous personaxes, un humano, o monarca que e acompañado pola divinidade, o personaxe alado. Son dous personaxes idénticos, a divinidade toma a forma do monarca. Assurbanipal leva os simbolos do poder, o baston de mando e o arco e a divinidade por detrás de el que leva un caldeiro e unha pera que seria para distribuir as semillas. .A divinidade aparece representada cunha coroa e o casco, polo que hai unha similitude entre os personaxes. O mundo belico ten moita importancia en torno a figura do monarca polo que vai haber moitas representacions de batallas. Os cabalos cando galopan aparecen cas suas patas levantadas, galope maxico. .O grado de realismo que alcanza o relevo nesta época e impresionante. A caceria do león formaba parte da preparación do monarca para a guerra. O interesante e como o artista e capaz de representar o efecto que as flechas teñen sobre o animal o que nos di que e realista xa que esas flechas van sobre as articulacions do animal e o reflexa sobre o relevo. Hai un gran analise sobre a realidade, como a da Leoa ferida, que se ve como a flecha lle atravesa a colunma. g)A leoa ferida 7.Imperio babilónico (600-500aC) .Hai unha eclosion do Imperio babilónico e construese unha gran cidade da que temos a Porta de Ishtar. a)Porta de Ishtar .Esta porta e unha porta de aceso a Babilonia que e unha muralla que presenta ladrillos vitrificados con gran colorido e que permite crear figuras que terian un carácter protector. Foi desmontada e levada a Berlin no s.XIX. A cidade estaba construida ao lado do rio. Era a principal porta de aceso a cidade. .Os murais estaban feitos en adobe e recubertos con ladrillos, con representacions zoomórficas de animais fantásticos que teñen valor simbolico. .Esta porta esta reforzada cunha torres prismaticas, torres para o carácter defensivo, a anchura era grande xa que por ela pasaban carros. .Ten unha decoración de grecas e zoomorfes, cuadrúpedos con pescozo longo. E unha decoración xeometrica con moita profusión que vale para acotar espazos. .Ten unha parte basamental, formas de pirámide escalonada, as torres son angulares. Usan animais simbolicos, decoración zoomórfica con baixorelevo. Alguns destos animais como o unicornio, traspasan o mundo grego. Representación de ladrillos vidriados, as formas dun toro permiten o estudo da fauna, cuadrúpedos con garras, cabeza de reptil,pelaxe. .O friso decorativo con elementos citomórficos e elementos vexetais. b)Xardin colgante de Babilonia .E unha das sete murallas dommundo. Herodoto describeo como unha combinación de paisaxes frondosos con paisaxes aridos con terras festis e chegabase a conseguir mais dunha colleita anual. .Nestas zonas verdes había especies de moi distintas características. Estos xardins usaban os espazos quen quedaban entre as grandes edificacions. .E un paisaxe ornamental con estanques, plantas en distintas alturas, nenúfares, son verdadeiros oasis que van xurdir nas sociedades babilónicas e nas persas e van ser lugares de visita para os occidentais. 8.Persia (500aC-600dC) .O mundo asirio e neo-babilonico sucumbe baixo o mundo persa e vai englobar desde o s.500aC ata o 600d.C, podemos establecer 3subperiodos: 1.Periodo Aqueménida: ten a sua época de dominio entre o 600-300aC. Van estar gobernados por reis: Ciro, Gerges, Darío. Época do rei de reises, desenvolvese na península arabica até os limites e vai sucumbir ante A.Magno. A conquista de Persia que realizan os macedónicos poñera a época aqueménida 2.Os partos son os persas helenizados que ostentan o poder dende o ano 300aC ate o 200dC. E unha etapa donde a influencia de Grecia e moi forte, os seus dirixentes teñen tras de formación helenica. Influencia occidental. No ano 200dC van facerse co poder e alzanse co gobernó das tribus Sasanidas, que proveñen das llanuras iranias e supoñeran o fin da influencia occidental. 3.Os sasánidas, que permanecen desde o 200dC ate principios do s.VII. Estos territorios quedaron baixo a orbita islámica. Ca expansión do Imperio romano (no s.IdC), o mundo mesopotámico ten a influencia de Roma. Durante a época sasánida vai ser protagonista da expansión do cristianismo. En Siria hai basílicas, tamen no Libano, en Jordania e en Israel que vai ser unha zona de cristianización profunda. .Durante o periodo Aquemenida, vivese unha época de esplendor durante o reinado de Ciro e Dario que van ser os responsables de conseguir as unidades destas poboacions que exercian un poder, efectivo neste territorio, dominado nesta zona. Baixo esta presión conseguiuse o dominio de poboacions que durante seculos habían estado luchando, posibilitou a formación dun único exercito que se encargará de facer efectivo o poder do monarca. .No reinado de Ciro e Darío, Persia vivía en paz e destinou boa parte do seu potencial armado na conquista de novos territorios. Neste dominio vai ter repercusión no arte, eles alzanse como os reis de reis, emperadores dun amplísimo territorio que lles permite acumular riquezas xa que estos territorios senon sufrían o desgaste da guerra, podían convertirse en sociedades productoras con manufacturas. Alcanzan a unidade, a diferenza de outros emperadores. Zona de grandes conflictos belicos a)Palacio de Pasargada. Ciro .Palacio pertercente o rei Ciro. Os palacios mesopotámicos eran conxuntos determinados por grandes murallas donde a convivencia entre poder relixioso e poder político rompe ca estructura. Ubicase nun espazo aberto e no que existe construcions preexistentes. .E unha cidade destinada o rei de reises, en este caso a Ciro. Vaise levantar sobre unha plataforma artificial, para facilitar a sua defensa protexese o seu contorno cunha muralla e no interior dese recinto, construense edificacions independentes en donde cada un desos edificios vai ter  unha función e cada unha destas construcions extendense grandes xardins con fontes, estanques con zonas de esparcimento. .Existencia dun muro de delimitación. Zona destinada aos templos, ao exercito e a formación desos soldados, zona dedicada aos talleres. .A apadana ou un salón de audiencias que tiña como función recibir os embaixadores ou dignatarios da corte, o rei de reis entraba en contacto co seu pobo, a arq debía demostrar o poder do monarca. Eran construcions típicas dos persas. .Unha apadana e unha construcción exenta a que se acede mediante rampas ou escaleiras e se presenta en catro fachadas, uns pórticos abertos de colunmas que facilitarían o aceso o interior que se diseñara como un patio de colunmas, e unha estructura adintelada cuberta con vigas de madeira. .En canto as dimensions, as construcions son de gran tamaño, os edificios tiñan unha altura cercana aos 4 ou 5m. En tempos de Dario e Gerges, as apadanas convirtironse en elementos admirables por calquera que os contemplara e eran feitos en materiais costosos como o mármol e madeiras nobles para a cuberta, incluso eran madeiras olorosas. Estos palacios decorabanse con frisos decorativos de ladrillos vitrificados conseguindo un revestimento policromo de gran beleza. b)Tumba de Ciro .E unha arq funeraria simple. E unha reconstrucion realizada a base de sillares, ten unha gran sobriedade compositiva. A composición e un edículo sobre unha escalinata aberta hacia os catro lados que asemella unha estructura troncopiramidal escalonada. Esta sobriedade destaca no propio edículo. .Esta feita en pedra, sillería de grandes proporcions, de gran calidade. Ten unha porta de reducidas dimensions pola que se acede o interior e se cubre cun tellado de pedra que ten unha cornisa moi elevada. .E unha edificación simple e esto plantexa aos investigadores a posibilidade de que Ciro se presenta como emperador no palacio e como xefe militar no sepulcro renunciando ao coste, a riqueza e simplemente unha construcción practica. O monumento sepulcral dos emperadores persas non esta en consonancia cos palacios. Constrasta co esforzó dos faraons. .No segundo periodo, os reinados de Gerges e Dario ocupan os anos finais do dominio aqueménida, e dicir, fins do s.V e s.VI. Tanto Gerges como Dario demostraron interés por deixar huella nas artes da época. d)Palacio de Persépolis .A construcción mais relevante e o diseño da residencia real, dos palacios. Ambos monarcas volcaronse na construcción do palacio de Persépolis. Un palacio de enormes proporcions que se convertiu nunha verdadeira cidade pola cantidade de personal para asistir o monarca. .Persépolis e unha das grandes construcions do mundo persa. Iniciouse durante o reinado de Darío e continuou cos seus sucesores. O diseño obedece a tradición, levantase sobre unha plataforma artificial e concibese como a residencia do monarca, donde se transladaria en determinadas épocas do ano. .Sinxelo muro de cerre que engloba unha enorme superficie no interior deste recinto donde se disponen as edificacions sin que exista moita distancia, o conxunto contaba cunha gran entrada protexida polos lamasu, que daban paso as distintas vías que conducirían aos principais edificios. Había unha zona destinada o palacio, outra era publica donde se encontraba a apadana. E os distintos salons. .En Persépolis, a apadana chamase a sala das cinco lunas. Era unha estructura adintelada que se cubria mediante vigas de madeira. Para soster esas vigas os persas usaron un capitel sobre colunmas, denominado capitel tauroforme que conta como elemento básico da forma do ouro, a disposición son dous touros enfrentados polos seus cuartos traseiros. A parte posterior da cabeza convertese no elemento de soporte para sustentar a vifa e a cornamenta do touro sirve para soster o teito. As patas están recollidas e a representación zoomórfica esta sobre catro volutas que lle sirven de apoio a representación zoomórfica. É unha arq adintelada, son pezas monolíticas. O aceso a apadana de Persepolis son uns lamasus que reflexan a imaxe do propio faraón. Non empregan o recurso das cinco patas. Os relevos perden a policromía. No mundo persa levase a disponer de representacions repetitivas, decoranse as superficies con murais.

TEMA 5. O MUNDO GREGO

Um mundo que se assenta sobre estas sociedade pré-heléncias. Por volta do 1200 a.c. A cultura micénica desparace. Tem lugar uma nova ordem que se desenrola na península helénica onde por volt ado s. IX a. C. achamos o surgimento de novas cidades-estado que têm umas características económicas, sociais e políticas diferentes às do mundo micénico e que se baseam fundamentalmente na organizaçao das cidades-estado. A esta nova sociedade chega-se por meio dum período que vai do 1200 ao 950 denominado como os Séculos Escuros. Para alguns autores esta época tem a ver com a invasão dos povos do norte, os Dórios, mas outros autores consideram que esta mudança é devida à profunda transformçao económica que afecta a estas sociedade e que tem como consequência um processo de mudanças que culmina por volta do s. X com o surgimento das cidades gregas. Nestes séculos escuros acha-mos a língua grega com os seus dialectos que aparece em cerâmicas ou nalgumas inscrições. Estas cidades-estado colonizam o território que irá sofrendo mudanças em função das alianças e guerras que estas Polis vão assinando. A sua fonte económica mais importante é a agricultura baseada na trilogia mediterrânea que lhes permitia comerciar com o Mediterrâneo ocidental, com Egipto e com Oriente. Estes contactos casuam uma artesania muito desenrola que se espalhará por todo o Mediterrâneo Ocidental e por parte do Mediterrânea Oriental. Em começo poderia-se dizer que a cultura grega nos seus começos não manifesta diferenças significativas com respeito aos seus vizinhos mais próximos, mas a medida que se avança no século IX, VIII, assiste-se a um florescimento cultural muito significativo e próprio: avanços na técnica e na filosofia. Permite sair dessa fase inicial do bronze final para uma civilização histórica que conhece a metalurgia, a escritura, etc., convertendo-se num ponto referencial de extraordinária importância.

Depois dos Eéculos Escuros vem o Período Arcaico têm lugar as Guerras Médicas trás as quais a Grécia torna-se numa potência. Depois virá o período clássico onde tem lugar a fim das Guerras Médicas até a morte do Alexandre Magno. O seu Império fica dividido entre os seus grandes generais. Assim aparecem diferentes reinos. Depois a época Helenística, desde a morte de Alexandre Magno até o domínio de Roma. Especial interesse para a assinatura no Período Clássico e no Helenístico.

SÉCULOS ESCUROS

O tipo de representações que se conservar, restos de construções, etc., falam duma sociedade organizada por meio de Polis ou cidades-Estado que dominam um território variável. É uma sociedade fundamentada no rendimento agrário e no comércio com o exterior. É um território aberto ao mar, o que favorece contatos com fenícios, mesopotâmicos, egípcios, etc.. É assim que perfecionam as ténicas de navegação chegando, séculos depois, a ser uma potência naval. É uma cultura politeísta cheia de deuses e heróis. As obras que se conservam deste período são similares às de qualquer etapa do bronze final. Arte mobilar de bronze de influência artística de obras pré-helénicas.

1. Escultura do Auriga: É parte dom conjunto escultórico do que só se conserva o auriga e parte da carruagem. Tem uma série de rasgos de influência pré-helénica. Tem o corpo muita gemoetrizaçao. As figuras de cintura estreita como é o caso desta escultura é similar às representações humanas da civilização cretense. Estas esculturas são maciças. Som pequenas porque o bronze é custoso e pesados. Provavelmente fossem exvotos ou tivessem qualquer relação com cerimónias religiosas pois aparecem nos restos de antigos templos.

2. Carro: conservam-se apenas três rodas e alguns animais de puxe. Chama à atenção os círculos nos que se inclui decoração com espirais.

3. Exvoto em barro, maqueta dum templo: É uma um esquema duma arquitetura já conhecida: pórtico de acesso com duas colunas, telhado a duas augas, etc.. Trata-se do mégallom. É o modelo da forma dos primeiros templos. Fala-se duma etapa inicial na formulação da arte grega. São momento de ensaio desta arte. Junto a esta lâmina há três plantas que respondem às três mudanças que sofreu o templo dedicado a Era, na cidade de Argos. Foi evolucionando a partir duma pequena cella ou capela retangular. Parte duma cella longitudinal com um pórtico de acesso cuja estrutura se complica adicionando elementos a essa arquitetura inicial. Numa segunda fase adiciona-se um peristilo ou uma reia de colunas por volta do templo, criando assim um corredor perimetral. Esse corredor é denominado Pepterona. A esse corredor, finalmente, adiciona-se no pórtico mais uma reia de colunas, o que é o Pró-Nãos. Neste processo também se elimina a fia interior de colunas e cria-se, a ambas margens, uma pequena reia de colunas, no interior do edifício.

4. Vaso Funerário: Geralmente usavam-se para conter óleo e vinho mas houvo vasos que serviram como urnas funerárias para meter as cinzas dum defunto. São vasos roxiços com uma decoração geométrica de figuras negras. Denominam-se vasos de Dypilon pelo nome do lugar onde se acharam. A escena dos seus debuxos representa o enterro do defunto.


O PERÍODO ARCAICO

Etapa de profunda evolução quer na arquitetura, quer na pintura, quer na escultura. Neste período aparecem as basses da arte grega. Experimentam-se muitas formas artísticas que tempo depois consolidaram-se. No âmbito da arquitetura a formulação das ordens suporá um dos grandes avanços. As ordens clássicas obedecem ao desejo de organizar a arquitetura. Dependendo da função que vai ter o edifício, por exemplo, usa-se um determinado ordem. A ordem dórica é a mais simples e o mais robusto. Aquele que se considerará apropriado para edificações dedicadas a deuses masculinos. Tem pouco sentido ornamental. Vitúbrio é o grande estudioso da arquitetura em Grécia. Estuda os temas ornamentais de cada edifícios, a harmonia, as proporções. A sua obra foi fonte de inspiração para a Idade Moderna e para o Renascimento. Vitúvrio diz que a ordem Jónica tem uma arte maior, mais elaborada, e usa-se em templos dedicado a deusas. Diz que as bolutas têm a ver com os rizos do cabelo das mulheres. Busca-se para cada uma das ordens uma explicação tomando como referência a realidade. A ordem coríntia é a que demora mais em aparecer. Manifesta-se em época Clássica, no século V a. C. é considerada a ordem mais perfeita. Terá também continuidade no mundo Romano.

Existe uma espécie de cano ou modelo arquitetónico mas muitos arquitetos não o siguem ad pedem literai, mais bem incorporam pequenos toques próprios. Contudo é sempre em essência o mesmo esquema arquitetónico.

Elementos:

1. Dórico: Está definido pela coluna dórica assentada diretamente sobre a Krepidoma (é um tripla esqueira sobre a que se assenta a coluna). A Krepidoma está dividida em duas partes: o estilobato (os dois escalões de arriba e feitos em blocos perfetamente esculpidos) e o estereobato (os dois escalões de abaixo de tudo, os que se colocam direitamente diretamente sobre a terra, e podem ser feitos em pedras irregulares).

Depois está a coluna foramda pela bassa o fuste e o capitel. O fuste é uma estrutura cilíndrica que se realiza a base de vários tambores superpostos. O fuste dórico está decorado com estrias ou acanaladuras. O fuste remata no Colharino, uma moldura em forma de anel posta na parte superior do fuste. O capitel dórico consta de duas partes: O Equino ou parte inferior e Ábaco ou parte superior. O Equino é um disco convexo. O Ábaco é uma peça de secção quadrangular que sai ligeiramente com respeito ao fuste e que apresenta as suas caras sem decoração. Ao longo do tempo a ordem dórica vai mudando o seu capitel, reduzindo o seu volume

Sobre o capitel coloca-se o entabulamento, constituído pelo arquitrabe (a primeira parte), o friso ( a segunda) e a cornixa ( a última). O arquitabre, disposto diretamente sobre o capitel e na ordem dórica não tem decoração. Sobre ele vai o friso decorado na ordem dórica com triglifos e metopas.O triglifo é um elemento caraterizado por presentar uma decoraçao geométrica a base de três fendas. Vitúvrio e Plínio dizem que os triglifos corresponderiam com as cabeças de vigas de madeira de seção. retangular. A metopa correspoderia com uma antiga capa retangular que acostumava ser decorada com qualquer cena que formava em conjunto de todas as metopas uma sequência mitológica como a Guerra de Tróia, a Amazonamáquia, os trabalhos de Heracles, etc.. A cornija está formada por três partes de simples formas.

2. A ordem Jónica: Aparece em todas as polis jónicas. Desde essas pólis difunde-se pelo resto da Grécia. Está ligada a templos de deidades femininas. Assentada sobre a Kripidoma está a coluna mas não pousa diretamente sobre a Kripidoma, senao que tem uma basa formada pela combinaçao de três molduras: dous touros e uma escócia, isto é, uma moldura convexa, uma moldura cóncava e finalmente uma cóncava. Touro e escócia é o nome que lhe dá a arquitetura a estas molduras. Isto não quer dizer que tenham forma de touro nem de nada. O fuste jónico é um fuste acanalado, em alguns casos essas estrias podem ser diferentes combinando-se na parte inferiro as estrias mortas e na parte superior estrias vivas. As estrias mortas é cando as estrias têm volume para fora e as estrias vivas é quando têm volume lavrado para o interior da coluna. Isto é, a viva afunde-se e a viva sobre sai para fora. A ordem jónica é mais esvelta do que a dórica. Guarda uma proporçao 1-6 e 1-7. Isto quere dizer que se toma como base o diâmetro do fuste este repete-se x vezes. O capitel tem a particularidade de que o equino vai estar decorado com o motivo de ovas e frechas. As ovas são óvalos ou meio-óvalos. A parte superior do equino presenta a voluta. A voluta inspira-se numa espiral. Há quartro volutas em cada capitel. O ábaco é muito estreiro mas está presesente, com a mesma decoraçao das frechas e das ovas. Depois vem o entabulamento que se divide em três grandes partes: o Aquitrabe o frisso e a cornija. Nesta ilustração falta o friso. O Arquitrabe presenta três faixas ou molduras dispostas horizontais faze o exteriror. Ade arriba sobre sai sobre a segunda e a segunda sobre a primeria. No friso a narração da cena é continuada, sem cortes intercalados. Depois do friso iria a cornija que se decorado com diferentes decorados como ovas e dentículos que se semelham a teclas alternas entre uma que sobressai e outra que se afunde. Finalmente estraria a Cima que é o arrinque do telhado. O terceiro das desordens é a Coríntia.

3. A ordem corintia: É uma fase mais evolucionada da ordem jónica onde a decoraçao cobra um maior protagonismo. A ordem coríntia pressenta uma organizaçao tripartita com a basa o fuste e o capitel. A basa estrutura-se em um touro, uma escócia e um touro. O fuste presenta maior estilizaçao do que as ordens precedentes. O fusto trabalha-se também com estrias. As estrias presentam mortos só os seus ángulos, melhor dito, as suas aristas ão curvas, não cortantes. O capitel é cónico, mais estreito no Colharino e mais ancho no Ábaco. Esta estrutura tronco-cónica recebe o nome de Kálatos. Presenta decoração de folhas de acanto. Sobre as folhas de acanto estão os Caulículos ou pequenas volutas dispostas nas quatro esquinas do capitel e no centro de cada uma das caras. O das esquinas são maiores e o das caras são menores. Depois vem o Ábaco e no centro do Ábaco a roseta. Depois vem o entabulamento e o telhado. O entabulamento coríntio é igual do que o jónico: arquitrabe, friso e cornixa. A ordem coríntia pode ter 12 vezes em altura a dimensão do diâmetro do fuste da sua coluna.

Uma das novidades próprias do mundo grego são as correções ópticas. São soluções que introduzem nas fachadas dos templos os arquitetos gregos para que o olho humano não deforme a perfeição simétrica dum edifício. O holho humano tende a quebrar as linhas horizontais e a deformar as verticais quando se percebem os objetos a longa distância. Por isso em época clássica os arquitetos deformam ligeiramente as suas arquiteturas para corrigir a distorção.

OS TEMPLOS GREGOS


Os templos gregos têm uma estrutura que sem grandes diferenças repete-se ao longo de todo o período. O templo conta com um núcleo central denominado Cella ou Naos, que é uma espécie de capela ou lugar onde se adora à deidade. Esta cella tem uma plante retangular. Acede-se por um dos lados menores. Essa Cella está precedida pelo Pronaos ou pórtico de acesso e presenta colunas num dos seus lados. A Cella mais o pronaos procede do Mégalon. No outro extemo da Cella está uma câmara chamapa Opistodomos, o lugar onde se guarda o tesouro da deidade, isto é, as suas oferendas. Às vezes acedesse ao Opistodomo desde a Cella e outras vezes tem outra entrada. A planta do templo grego completa-se com o peristilo, que é o corredor de colunas. O corredor existente entre o Peristilo e a Cella do interior denomina-se Pepterona. Em funçao do número de colunas que o templo tenha na sua fachada frontal falamos de templos dípticos, trípticos, tetrástilos. exástilos, octástilos, etc.. Nos laterais o número de colunas pode ser variável. A proporção entre o número de colunas entre a fachada frontal e a lateral marca a data à que pertence o templo. Na época arcaica os templos desenrolam-se muito longitudinalmente. Isto implica que o número de colunas da fachada lateral supera por muito o duplo do número de colunas da fachada frontal. Na época clássica todos os intercolunios sao iguais. Na época clássica busca-se relação de correspondência entre a coluna e o resto do edifício. Busca-se a harmonia através desses jogos de matemática.

O templo típico tem uma Cella e um Peristilo por volta dela. Mas há mais tipos de templos. Se o templo não presentar Peristilo, e se a sua estrutura se reduzir ao Pronaos e à Cella, com duas colunas no acesso ao Pronaos, o templo recebe o nome de templo com colunas In Antis. Se o templo tiver três quatro colunas na fachada frontal o templo é Próstilo. Se essas colunas também se repetem pela parte de atrás do templo daquela é um templo anfipróstilo. Se o templo estiver rodeado por colunas é um templo Períptero.

A Cella poder presentar no exio axial uma colunata interior. A medida que se avança à época clássica reograniza-se o interior da Cella, com o que se retirará essa colunata longitudinal no interior da Cella.

Os templos mais antigos são pertencentes à ordem dórica pertencentes ao 600 a. C. aparece desenrolala com a Cella, o Pronaos e o Epistodomos. Cobminam a telha, a pedra e a madeiro. Nestes templos de época arcaica ainda não está desenrolado o tema da arquiterura da Cella. Compartimenta-se assim o espaço interior quer com uma colunata, quer com a disposição de muros transversais no interior da Cella que dificulatam a visão da estátua.

1.Plano do Templo de era em Olímpia: É um templo Hexástilo e ainda assim a fachada lateral é longa de mais, com 16 colunas de mais. É afipróstilo pois tem colunas na fachada frontal e na anterior. Também tem colunas Inantis: colunas na entrada do Pronaos e no Epistodomus. Os templos gregos seguiam uma orientaçao oeste leste, com a fachada principal face o leste. Igual que nos templos egípcios e contrária aos templos cristaos. No s.XIV depois de Crísto as primeiras basílicas orientam a capela maior ao leste e o acesso é pelo Oeste. A disposição da colunata no eixo axial foi abandonada, preferindo uma divisão tripartita no interior da Cella.

Em muitos casos não ficam mais do que alguma coluna erguida. O capital usado em época arcaica é o Dórico. A ordem dórica arcaica tem um tratamento especial do capitel. O capitel dórico tem caraterística próprias. Tem dous elementos básicos. Equino e Ábaco. O equino em época arcaica tem forma de disco. A forma do Equino lebra a um disco convexo sobre o que se apoia o Ábaco que sobresai nos quatro extremos. Em época clássica o Equino torna-se numa moldura que permite o passo entre o colharino e o Ábaco mas com uma forma similar a uma estrutura tronco-cónica.

A nível escultórico também se produzem mudanças. A escultura era muito importante na construçao do templo porque permitia encher de contidos um espaço. Para isso usavam-se as metopas e os frontons, que eram espaços onde se distribuíam temas que acostumavam ter uma relaçao com a deidade a quem se lhe dedicava o templo. A Iconografia estuda o valor destas imagens. Praticamente nenhuma imagem é gratuita porque todas têm o seu significado. Há uma coordinaçao de ideias para transmitir a mensagem. Os templos em época arcaica ainda não desenrolam programas iconográficos completos, é dizer, que tem diferentes representação não ligadas entre si, não formando um conjunto temático único. Em época arcaica usam-se mensagens fragmentários. Misturam-se mensagens, sem ordem. No frontom chegam-se a combinar vários temas. Em época clássica isso é inaceitável. Cada tema é independente.

2. Debuxo do templo de Corfu: É um templo Hoctástilo. Algo pouco frequente na Grécia. Da ordem dórica. A organizaçao do frontom não manifesta unidade temática. Todos as imagens estao relaionadas com o a deidade do templo mas não configuram uma único tema. A parte forntal do frontom é a representação de Medusa com os seus dous filhos. Tem um cinto de serpes, é alada, tem uma disposição do corpo em esbástica. A esbástica é a forma que os gregos usam para representar o movimentos. A plasmaçao do movimento na arte é conhecido como Rythmos. No esquema fala a imagem de pegaso. Completando a triada de personagens estariam também a representaçao de dous leoes espectantes, esperando o ataque. Nos estremos do frontom aparecem temas menores como a representação de corpos humanos tendidos para adaptar-se à linha do frontom. Não há relaçao entre a representação da gorgona e os dous leoes que flanqueam essa representação. É pro isto que se combina o mito com elementos puramente decorativos.

Outra caraterística dos templos arcaicos. É a alutra. A rpoporçao utilizada em cada momento. Os templos arcaicos são mais baixos. Os intercolunios sao mais estreitos e isso leva a um número maior de suportes.

3. Templos gregos em Paestrum: Trata-se duma zona grega situada no sul na Itália. Um deles é dedicado a Hera e outro é dedicado a Poeseidom. Dous templos que não presentam demasiadas diferenças quanto ao seu tamanho. O templo de Hera é o mais antigo. É Enástilo (9 colunas) e 18 colunas no lateral. O templo de Poseidom pesenta 6 colunas (Hexástilo) e 13 colunas no lateral. Quanto à altura dum e doutro templo constata-se que existem diferenças na proporçao usada. O novo concepto de proproçao da época clássica defende o emprego de colunas mais grosas, com um diâmetro maior que se tomam como módulo e que se aplicam às diferentes partes do templo. Se o diâmetro é maior também é maior o intercolúnio e a altura do suporte. Também variam as dimensoes do Peristilo, da Cella, etc.. Sao templos cuma sensação de maior concentração de elementos. As estátuas destes templos acostumavam a ter grandes dimensões. O templo de Poseidom tinha uma Cella em duas alturas com esqueiras para que as pessoas puderam achegar-se mais a uma estátua de muita altura.

4.Palnta do templo de Artemisa em Éfeso: A outra ordem que experimenta o período Arcaico é a ordem jónica. Estes templos contam com um exemplo protagonista que o de Artemisa em Éfeso. É um templo datado no século VI antes do Cristo. É hetáxtilo de grandes proporções, com um grande desenrolo longitudinal. Contava cuma Cella com um amplo Pronaos e em planta não havia um equilíbrio entre as dimensões de esse Pronaos e o Epistodomus. Também presentava um duplo Peristilo. Esta arquitetura predominou nas zonas orientais da Grécia, mais do que na Península Helénica. Há autores de possível influência do mundo mesopotâmico, quem admirava construções de grandes dimensões. É um templo períptero, próstilo e com colunas in antis. O normal é que houvesse um par de colunas no Pronaos mas neste caso há uma multiplicação por quatro. Os intercolúnios não sao todos iguais. Tem uma grande particularidade: as colunas da fachada principal e que configuram o duplo Peristilo, apresentam decorado o tambor inferior das colunas com figuras que compõem cenas que falam das guerras que os gregos tiveram para ganhar o território frente aos mesopotâmicos.

5. Tesouro dos Atenienses em Delfos: Aparecem edificações de pequeno tamanho, retangulares, que presentam na sua fachada só um par de clounas, eles são os tesouros. São construções simples, não perípteras e desde logo não são templos. A sua função era a de custodiar peças de valor. Os tesouros não têm por que ser duma ordem em concreto, mas neste caso apresenta ordem dórica.

6. Tempo de Aphaia em Egina: É um templo construído entre a época Arcaica e a Clássica. Está a metade de caminho entre uma época e a outra e na que se aprecia com claridade as mudanças que se produzem na arquitetura antes do começo da segunda guerra médica e a fim da mesma. O templo de Afária, na ilha de Egina, é a melhor testemunha da mudança de gosto. Quanto praticamente se rematou a obra a nívle arquitetónica estalha a guerra e a construçao fica suspensa. Uma vez derrotados os persas retoma-se o projeto mas aplicando já novas ténicas e tendência. Os edifícios começam a construir-se cuma grande preocupaçao por conseguir um equilíbiro de todos os elemenos em funçao do canum e da proporção.

7. Planta do templo de Aphaia em Egina:Templo hexástilo, períptero, anfipróstilo e com colunas in antis. Tem acesso ao epistodomus desde o exterior. O templo é ligeiramente mais curto do que o habitual. Neste caso só tem doze colunas no lateral, só o duplo do que a fachada. Talvez o que permite entender esta obra como uma obra próxima ao período clássico é a distribuiçao da Cella, dividade em três partes: uma nave maior e duas laterias separadas por colunas, colunas que têm conta do entabuamento e sobre o que se assenta um segundo ordem, de modo no que o alçado acota um espaço único na nave central e um espaço compartimetado nas naves laterais. O Pronaos e o Epistodomus não são simétricos, o que fala de fasse de experimentação. No templo não tinham lugar as celebraçoes, apenas a casa da deidade. As celebrações e rituais tinham lugar por volta do templo, noutras zonas próximas. O tamanho do santuário bem dada pela importância, não pela assistência de fieis, já que como foi tido os ritos não tinhamm lugar dentro do templo.

8. Templo de Afaia em Egina: São apenas as ruínas dum templo. Os templos entravam em ruína quando perdiam a utilidade e, por tanto, não tinha uso. Além dos muros de cerre da Cella e da sua estrutura interna. Tem capiteis dóricos, cum Ábaco tronco-cónico. Estrutura que quase leva à época clássica.

9. Reconstruiçao dum dos frontons do Templo de Afaia em Egine: O que está em branco são aquelas zonas das que não se conservam indícios de pigmento, pelo que não se conhece qual era a cor. O tema eleito para decorar é um tema de guerra, já que o templo construe-se antes e depois da invasão de Jerjes I. No entanto não é a guerra contra os persas a que se representa, mas a de troia. Tem em comum que em ambos casos os gregos saem vitoriosos.

10. O templo de Zeus em Olímpia: Até a construçao do Partenón este era o templo mais grande e colosal. A escultura de Zeus que está no seu interior é obra de Fídias. Era uma escultura superior aos 10 metros de altura feita em madeira revestida de outro. Foi uma peça concebida para o interior deste templo. Através da plicromia distinguiam-se os diferentes elementos decorativos. Nalguns casos os muros exteriores das Cellas podiam estar decorados com pinturas.

11. Templo de Siracusa: Fachada barroca s. XVIII. É um templo clássico remodelado durante época medieval e época moderna. Da estrutura grega conserva-se parte do peristilo e parte do espaço da Cella modificado. A fachada é barroca mas conserva as proporções clássicas nas dimensões das colunas e na anchura dos intercolúnios. No lateral ainda se apreciam os intercolúnios do templo original. Conserva-se o Artquitrabe. Também os Triglifos e as Metopas camufados com figuras almenadas. No interior nada faz parecer que se tratava dum templo clássico, no entanto a nave principal corresponderia com o interior da Cella. As naves laterais Imediatamente acham-se os restos do Peristilo.

12. Templo de Poseidón em Paestum: Menor tamanhos, buscando proporções mais harmónicas.

13. Temploo de Poseidón em Cabo Sumion: O templo está edificado num descado acidente geográfico. Situa-se depois da vitória nas guerras médicas, época na que Grécia controla o mar cuma grande flota. É por isto que o culto a Poseidón cobra muita importância. Deste templo conservam-se restos da Crepidoma e parte do Peristilo assim como dos muros da Cella.

14. Templo da Concórdia em Agrigento: Em Agrigento ergueu-se uma Acrópole de grandes dimensoes, com oito grandes templos dedicados às principais deidades. Havia uma templo adicado a Era, a Athenea a Poseidón, etc.. O resto das deidades ainda não se conhecem com certeça. Ocupam uma enorme superfície na que so se ergueram templos e edificações relacionadas com o culto. Era um monte sacro porque a cidade desenrolava-se a uma certa distância. O melhor conservado é o templo da Concórido. É um templo Anfipróstilo, Hexástilo e Períptero. Tem colunas In Antis. Foi utilizado como Igreja até uma época relativamente recente até finais do século XIX. Contou com decoraçao no frontom e nas metopas. Não há restos que manifestem a antiga existência duma tradiçao escultórica como decoraçao mas sim é provável que tivessem uma decoraçao a base de pinturas.

15. Templo de Hera em Selinunte: Foi uma cidade muito rica, emergente, no século VI e V antes do Cristo. Uma guerra contra uma cidade próxima leva à sua destruição. Os inimigos destruem quase todos os templos de Selimunte. O que melhor se conserva é de Hera.

O PERÍODO CLÁSSICO PELNO

1. A Acrópole: Na época de Pericles, depois da vitória nas Guerras Médicas, Atenas converte-se na cidade mais importante da Liga de Delos. Atenas assiste a uma época de outro, convertendo-se na capital do resto das polis devido. Muito mais adinheirada cria-se uma enorme Acrópole de referência para toda Grécia. É um santuário Panelénico. Já existia uma pequena Acrópole em Atenas mas agora é quando se edificam novos templos e se lhe concede uma maior monumentalidade. A acróple tá numa zona elevada, dominando toda a cidadde, cumas perspetivas que a levam até o porto de Pireo. Na antiguedade, quer na Grécia, quer na Roma, os portos situavam-se a uma certa distância das cidade para se proteger em caso de invasão por mar. De facto, quando os barcos se aproximavam ao Pireo divisavam a uma certa distância a Acrópole e o grande santuário de Atenea. A parte mais antiga corresponde com Partenón. Um grande templo dórico e hexástilo mas a guerra contra os persas paralisa a sua edificaçao, reanudade com a paz da guerra. Vai ser um santuário destinado a Atena.

2. O Partenón: A mediados do V, Ictino e Calícrates, são dous engenheiros contratados por Pericles para que partam do templo iniciado e que o rematem. É assim que acaba sendo Octástilo, períptero, anfipróstilo e dórico. Com 17 colunas nas fachadas laterais, orientado ao leste, com Pronaos, Naos e Epistodomus e uma Cella dividida em três naves onde as novas laterais tinham dupla altura. É uma das primeiras obras das que se conhecem o nome dos artistas. Isto é uma novideade e implica o reconhecimento que se lhe dará a Ictino e a Calícrates. É o templo de maiores proporções até a sua época de edificaçao. Posteriormente chegaram-se a fazer templos de maiores dimensoes, mas em chao grego o templo mais grande é o Partenón. O Partenón pretende combintar todas ar ordens. Tem ordem Dórica por fora, e acha-se que também presentava ordem Jónica nas colunas interiores. É o templo mais decorado de quantos há em chao Ático. Tem decoraçao nas suas quatro fachadas e mesmo tem um Frixo interior que presenta decoração. O escultor Fídeas é o escultor das esculturas que decoram o templo. Fídeas estava acomapanhado de toda uma séreie de ajudantes. Dentro desse talher de escultura há diferentes artistas, cada um com o seu entendimento próprio da arte. Remata-se a sua eficaçao em 15 anos, um período relativamente curto. É o primeiro templo no que se demostra a existência de correcçoes ópticas para que o olho humano ao mirar a certa distância não distorsione. No interiro havia uma escultura de Hera em ouro e madeira feita por Fídeas, com o caso, o escudo e o pectoral. Desta escultura não se conserva basolutamente nada. Mas pode-se ter uma idea da sua forma por meio de moedas acunhadas nesta época.

3. Os fontons do Partenón: Cada frontom refletia uma temática diferente. Isto é, cada um represetna um mito. Em época clássica, pelo contra, os forntons terao todos a mesma temática. As figuras adaptam-se à feitura do marco. As duas vertentes do telhado conformam dous espaços triangualares. O frontom oriental represetna o nascimento da Atenea, e no ocidental a disputa entre a Atena e o Poseidón pelo domínio da Ática.

4. Os propílios da Acrópole: São os grandes edifícios que marcavam a entrada na Acrópole. A estrada que ligava a cidade com a Acrópole concluia nos Propílios. Era algo mais do que um pórtico de acesso. Era a estrutura que dava as boas-vindas ao fiel. Era um espaço fronteiriço entre o espaço do povo e o espaço da deidade. Concentrava aos fieis numa praça e para aceder à Acrópole havia que passar por um estreito corredor que só permitia a entrada de um em um. O autor do prejoto é Menesikles, um arquiteto que trabalhava às ordens de Calícrates e Ictinio. Originariamente os atenianes ao subir à Acrópole achavam-se numa estrutura muito similar ao Partenón. Era uma fachada hexástila de colunas dóricas com o seu frontom de remate. As duas fachadas presentavam esta estrutura. Combina o Jónico com o Dórico nos Propílios. A ambos lado dessa via de acesso havia vários espaços. Havia um espaço destinado ao corpo de guardas, também tinha um espaço dedicado a dictoteca (museu a escultrua em pedra) e uma pinacoteca (museus dedicado à pintura).

5. O Herecteion: Templo dirigido por Menecsicles. Este templo surge para custodiar a pegada que o tridente de poseidón deixou no chao da Acrópole quando se enfrontou com Atenea. Está situado no sector norte da Acrópole, numa espaço com orografia complicada porque o solar não é liso. Isso determinou que o seu aspeto fosse diferente dos templos convencionais. É um templo com orientaçao leste – oeste. Está maiso que menos paralelo ao Partenón, cuma fachada que tem colunas Jónicas, hexástila. Não é um templo Períptero nem Anfipróstilo, nem sequer Próstilo. A sua fachada posterior carecia de Peristilo. Quer ao norte, quer ao sur, há dous pórticos colunários. O pórtico norte é tetrástilo e díptico (dous pares de colunas). Ao sur o pórtico tem suportes que não são colunas, mas cariátides: esculturas femininas que suportam o Ábaco que suporta o entabulamento. O pórtico das cariátires tem um grande valor simbólico. A coluna das cariátiedes está justo à fentre do Partenón. As cariátides estao vestidas com o chamado Peplo Jónico e segundo alguns autores considera-se que estas doncelas são o tributo das províncias orientais que levaram ao enfrentamento entre persas e gregos. Seria esse tributo de submissao ao poder de Atenas.

ÉPOCA HELENÍSTICA

.Engloba o imperio de A Magno ca hexemonia de Macedonia sobre os territorios gregos e remata ca conquista de Augusto do ultimo reino creado a partir da expansión do imperio macedónico. A sua morte dividese entre os seus xenerais, e Exipto pasa a mans dos descendentes de Ptolomeo que será o ultimo reino en sucumbir e integrarse como provincia do imperio romano. Este feito supon o gin do periodo grego e o camino cara a hexemonia dos romanos.

1.Caracteristicas do imperio helenisto dende o punto de vista arquitectónico:

-Difusion de modelos dende a Grecia peninsular hasta a India, e polo sur ocupando o Proximo Oriente e os territorios do mediterraneo occidental, donde os gregos instalaran as suas colonias.

.Esta nova situación política determinara ca arquitectura helenística sexa ecleptica, enton xunto os elementos gregos manteñense solución autóctonas. A esencia da arquitectura grega disolvese en novos componentes que xorden da convivenza de culturas e estilos.

-Diversificacion das tipoloxias de edificios. Xorden novas construcions para dar resposta as demandas sociais (edificios administrativos, culturais, ocio, espectáculos)

-As construcions perden a proporción que mantiveron ata enton. Na época clásica estaba concevida en función da medida do home, na época helenística tera maiores dimensions que intentaban demostrar a forza dunha cultura en proceso de desintegración.

-Os espazos de culto seguen tendo gran importancia, os adicados a deuses do Olimpo teran grandes dimensions.

a)Templo do Olimpeion de Atenas

.Vemos hoxe a crepidoma e as colunmas do peristilo.

E un templo corintio que ten grandes proporcions, comezase no s.VI con Pisistrato e será no s.IIIaC cando se retome e se rediseñe acorde cos gustos da época.

.Orden corintio que e moi típico da época, perdemos o frontón, o friso decorativo … pero e típico da época helenística o ornamentarismo.

b)Templo de Apolo en Didime. Atenas

.Construcion do ano 300aC, entre o s.IV e o III, rematase na época do emperador romano Adriano que vive no s.IIIdC. Adriano e moi filohelenistica (gran admirador de Grecia), por na época que el goberna rematanse muitos templos.

.Grandes dimensions, octastilo, con doble peristilo e por ser tan grande a crepidoma (que ten estilóbato e estereóbato) sustituese por unha gran escalinata monumental que permite o aceso o templo (transformación da crepidoma). Asi os elementos que forman o arte grego dan paso a novos elementos.

.Templo xonico, peristilo con doble colunmas vemos oxe os muros da cella e ten un pronaos con catro pares de colunmas

.Da época arcaica conservamos un pequeño templete que foi ampliado con columnas adosadas, e ambas foron incorporadas o templo actual.

.Estos templos teñen influencia das apadanas que gozan de esplendor con Ciro, pero con Alexandro troncanse, anque esos mesmos talleres seguirán construindo. Moita ornamentación neste templo: decoran as bases dos soportes, incluso na superior con motivos de palmetas e no outro unha decoración de escama.

c)Altar de Zeus en Pergamo

.O repartirse o imperio habera cortes independes na Grecia peninsular, Pergamo,Exipto… e cada unha destas cortes intentaran competir co resto creando unha especie de “novas Atenas”, unhas ciudades estado que presentan grandes edificios co fin de que se convirtan en centros admirados do mediterraneo oriental.

.Este altar faise no s.IIaC mandado levantar por Eumenes II Soter, que e o rei daquel momento

.Oxe conservamos fora do seu contexto, no s.XIX desmontase e levase pedra a pedra: a arquitectura e o friso que había no basamentos.

No s.XIX as pezas vendianse regalabanse.. porque as monarquías como a inglesa, francesa… tiñan grandes expedicions arqueoloxicas.

.Este altar foi capricho do rei de Prusia e leva varias cousas para Berlin. Estaba no alto dunha colina, e un edificio feito pa albergar un altar adicado a Zeus, ten unha planta rectangular na que os corpos laterais se potencian para albergar unha escalinata grande.

Arquitectura adintelada, colunmas xonicas, pero no basamento temos a loita dos xigantes e das amazonas que gañan e por iso son xonicas, tamen hai un pequeño friso de mais de 2m de alto que oxe esta fragmentado.

.En época helenística a utilización dos ordes non e ortodoxa. As ciudades nesta época van volver todas a vista a Atenas, ten precedentes nas stoas gregas en vez de crepidoma hai escalinata.

..Edificios conmemorativos.

.Intentan manter a memoria de quen as fixo.

a)Torre dos ventos

.E un torreon que se coñecia como “torre de Andronico de Cirro” feita no s.IaC, era para albergar un reloxo de sol e outro de auga (clepsidra), unha bruxula e unha veleta no tellado que apunta a cada un dos oito ventos que soplan en Atenas.

.Torre de planta octogonal cun lada para cada vento e no alto da construcción representase a personificación de cada un deses ventos.

No mundo clásico representanse con forma humana pero con alas porque poden voar, e tamen cos mofletes inchados en símbolo de que están soplando, asi faise o vento que azota a cidade.

.En época helenística moitos teatros e odeons tamen se amplian ou modifican.

ESCULTURA GREGA

TRÂNSITO DO DELÁLICO AO ARCAICO

Obras em pedra, de grande geometria, com predomínio do eixo de geometria, etc.. Prima o ponto de vista frontal e há uma forte influência do mundo egípcio. Essa influência reflete-se no hieratismo. Presentam um laborioso trabalho na cabeleira: penteados onde se aprecia essa geometria e que vão a ser característicos desta etapa.

1.Kuros de Dipilon, 615-590. Grande simetria. Cavidades oculares, celhas, bochechas (pómulos) é perfeitamente simétrico. O pálpebra superior é igual à inferior. Geometria também na orelha, quase como duas volutas.

2.Kurós do Metropoliton de Nova Iorque: Representa a um Kuros, isto é, a um jovem atlético que funciona como uma oferenda às deidades. Cumpre as características gerais quando a geometria, hieratismo, tratamento do cabelo, etc.. O jovem aparece nu mas porta a diadema e um colar, o que indica que é a representação dum personagem com as suas melhores galas. É uma escultural que busca a simplificação, pois não se complica em detalhes escultóricos. Falta detalhe no tratamento das das articulações.

ÉPOCA ARCAICA 600-480

1. Kuroi: Três kuroi que falam de como se avança ao longo do período arcaico desde o mais antigo à esquerda, até o mais novo.

2. Representaçao de dous KuroI, Kleobis e Birón: Procedem da zona de Argos. Gozam duma glória entre o mundo dos vivos e dos morto. Presentam os rasgos que vão a definir a Época Arcaica. No obstante, há autores que afirmam que ainda sao obras de transição.

3. Kuros de Sunion: Faz parte dum conjunto de Kuoris achados nos restos dum templo de Sunion. Presenta geometrismo, rigidez, etc.. Dá um passo à frente.

4. Kuros de Tenea: É uma obra cum modelado muito mais detalhado. A linha é substituida pelo volume. É perceptível um estudo anatómico mais elaborado. Melhor detalhe anatómico. Aparece já nesta obra uma gesticulaçao facial conhecida como riso arcaico. Isto obedece ao intento do artista de romper a sensação maciça do rostro, pelo trabalham muito as bochechas (pómulos) ao igual que os lábios (beiços som os dos animais), o que lhe dá o aspeto dum sorriso forçado. É um rasgo muito característico até o ponto de que o passo do Arcaico ao Clássico a nova escultura busca uma nova serenidade pelo que se chega a conhecer como época severa.

5. Moscóforo: É a representação do atléta que leva ao lombo a vítima para oferecer aos deuses. Há uma representação dum pano sobre a pela. O escultor trabalha com o reto de diferenciar o que é tela e o que é pele. O personagem está disposto frontalmente mas o terreiro que leva sobre os ombros está noutro plano. O rostro está muito trabalhado, com o que se consegue um maior realismo. Conta com um elemento mais: os olhos incorporam concha e cristal. Tem algo que é inusual, é representado com barba. O animal tem um maior detalhe anatómico do que a figura humana. Este jovem oferente, com barba e cabelo longo, vestido unicamente cuma túnica, será tomado como referente para representar no futuro como o pastor, o pastor que vai buscar a ovelha que se perdeu do rebanho. É assim que vai ser interpretada no futuro pelo cristianismo.

6. Jinete Rampin: É o primeiro ginete conservado da arte grega. É ademais uma escultura isenta. O escultor deu prioridade ao detalhe escultórico da figura humana, passando o cavalo a um segundo plano. A necessidade narrativa, de contar algo, condiciona a escultura. Trabalho minucioso na representação do rostro e da cabeça em geral. O cabelo continua a se muito complexo e geométrico mas já se consegue avançar numa representação mais lograda do rizo. Também mostra barba, com um volume diferente ao da pele. Mantém o sorriso arcaico, geometrismo nos olhos, mas começa a definir-se o que se conhece como perfil grego. O perfil grego é aquele onde a frente e o nariz estao no mesmo plano, é dizer, é uma linha recta. Com esta forma considera-se que se obtem uma imagem equilibrada.

7. Kuros de Anovissos. Está em fins do século XVI. Conserva-se o penteado, o sorriso arcaico, mas o rostro ganhou muito em expressividade. Tem um trato mais definido da anatomia. Também tem melhor detalhe anatómico nas articulações. O Kuros de Anovissos é considerada a representação mais avançada do período arcaico no que se refere aos Kuroi.

As Korés

1. Koré de Antenor: Sabe-se que numa das suas mãos portavam uma oferenda que em muitos casos podia ser uma oferenda. As mulheres aparecem vestidas com roupas cerimoniais. A indumentária está formada pelo Chyton e o Hymation, a indumentária feminina nas províncias orientais. Transparentam a anatomia das jovens que aparece medianamente oculta pelos pregados. Presenta frontalidade, hieratismo, trabalho laborioso do penteado e predomínio da linha sobre o volume. Os pregues da roupa parecem estar trabalhados em diferentes planos. O pano joga com um volume deslocado (desprazado) o fuste do corpo vai-se movendo no espaço.

2. Koré da Akrópole: Era habitual que as esculturas estivessem feitas em diferentes peças que se uniam. O braço que portava a oferenda era quase sempre uma peça inserida, o que facilitou a sua desaparição. Vai ataviada com o Chytion e o Hymatión, e o Hymatión tem uns pregues laterais que caim desde a cadeira até o pé é menos desenrolado mas parecido ao da Koré de Antenor.

3. Koré do Peplo: O peplo é a vestimenta da zona ateniense. Conserva restos de policromia, conserva a ideia de frontalidade. É uma representação muito mais simples quanto ao tratamento volumétricos dos panos: o pano impede intuir a anatomia. A forma de tratar o penteado e os rasgos faciales consegue um maior realismo.

4. Koré de Euthydikos: O escultor acha-se numa necessidade de contar como é a natureza. As obras adquirem uma grande capacidade comunicativa. É algo que conservara-o para o futuro. A obra tem de ter uma mensagem que seja interpretada pela sociedade. O homem é importante per se, à margem de relatos mitológicos e lenda, e para plasmar a realidade o único imprescindível é a observação, observar até que a arte seja o mais fiel possível à realidade. A Koré de Euthydikos é um caso extraordinário, pois contém o nome do autor inscrito, Euthydikos. Perdeu um dos seus braço, aquele no que levaria a oferenda, os dedos da mão esquerda, etc., mas é capaz de narrar. Desse modo a mármore começa a falar. É um rostro atemporal que mantém alguns rasgos de geometrismo. A linha vai perdendo protagonismo e vai abrindo passo ao volume. Tem melhores acabados. Esta escultura tem uma grande riqueza de matizes que até o de agora a escultura arcaica ainda não tinha.

5. Koré 674: Jogo de diferentes volumes ganham em detalhe. Melhora-se a representação facial. Chama à atençao que uma celha é mais alta do que a outra e uma parte da cara não é igual do que a outra. O escultor deu-se conta de que o rostro humano não é simétrico. Isto abre um caminho que aproxima à escultura ao hiperrealismo de épocas posteriores. O Hymatión separa-se da parte inferior do corpo: o pano e o corpo têm comportamento diferente.

6. Koré de Chios: Conserva restos de policromia e que está na linha da Koré 674. A independência do pano e a superfície da pele é algo muito difícil e que dá um grande realismo. O escultor estuda com detalhe o comportamento da tela e do corpo.

Relevo:

7. Frontom do Templo de Artemisa em Corfu: Na parte superior está o que é o desevolvimento do frontom com distintos temas. Na parte central está a Gorgona, a medusa, gralqueada pelos seus filhos, Pegaso e Crisaor. Há escenas alusivas ao nasceimento da Pegaso e Crisiaor. A necessidade narrativa leva a que as figuras se representem cumas determinadas posturas.

PERÍODO SEVERO (499-450)

A arte grega experimenta uma grande mudança: os escultores alcançam a representação da realidade e preocupa-lhes muito a forma de exprimir sentimentos. Um dos seus objetivos é que a sua escultura seja capaz de transmitir estados de ânimo ao tempo que se acadam umas quotas de qualidade maiores. As representações alcançam um grande equilíbrio e serenidade. Experimenta-se coa forma de representar a figura no espaço rompendo com o princípio de frontalidade. É uma fase desenvolta entre a primeira e a segunda guerra Médica. É o preâmbulo da etapa dourada, a etapa de Pericles. É um momento no que a escultura e a arte em geral vai converter-se na forma de exprimir a nova concepção humana que tem o mundo grego. Nestas obras recolhem-se os princípios filosóficos vigentes na época como é a proporção, o cânon, a geometria, etc.. A figura humana é uma representação do Cosmos. Os princípio pitagóricos vão ter que dizer muito ao respeito. Quanto aos temas também se experimentam mudanças: passa-se de figuras anónimos a representações de divindades mas esses deuses têm pouco de deuses e muito de humanos. A capacidade divina desses seres mitológicos representa-se duma forma muito humanizada.

1. Efebo Rubio: Deve o seu nome a que apareceram restos importantes de pigmento amarelo no seu cabelo. Não se sabe se é a representação duma divindade ou dum homem. Presenta uma trença recolhida por trás da cabeça.

2. Efebo de Krítias: Há alguns rasgos que a convertem numa peça importantíssima dentro da arte grega: tem mamilas, costelas e uma cadeira muito bem trabalhada. A cadeira presenta o contraposto, isto é, o deslocamento (desprazamento) para o equilíbrio já que há uma perna de apoio e outra mais liberada. Essa pequena retorsão gera um pequeno movimento estático.

3. Tiranicidas: Preocupa a representação dum movimento violento, um movimento que arrasta o corpo, a tensão muscular, etc.. Há busca dum movimento de translação. Os tiranicidas representam a Harmório e a Aristogitón, que se situa entre o 490 e o 480, isto é, durante a segunda guerra médica. Conhecem-se graças à colecção que Adriano tinha de escultura grega. Apresenta a dous tiranos que estao a empunhar as suas espadas, espadas das que só se conservam as empunhaduras. A representação do movimento formula um problema, o equilíbrio: as esculturas sejam de mármore, como este caso, ou de bronze têm o inconveniente de que se contam cum apoio pequeno podem chegar a romper-se pelos tornozelos (nocelhos). A solução é adicionar um apoio extra que permita reforçar a estrutura da escultura. Esses suportes sao dissimulados convertendo-os em panos, um tronco, etc., é dizer, contextualizando-os na obra. É a forma de reforçar uma das pernas. Até agora o ponto de vista da escultura era um ponto de vista frontal, e agora impulsarão-se outros pontos de vista, jogando com a perspectiva e com o tratamento plástico da sucessão dos corpos. Joga-se com as extremidades e como o scorzo. Seguira-se a refinar o estilo mas neste Período Sever tem lugar uma grande revolução quanto ao tratamento da figura, uma figura que ganha em realismo. Muda o tipo de penteado: buscam-se penteados mais simples.

4. Auriga de Delfos: é um dos poucos bronzes conservados deste período. O Auriga era também um conjunto escultórico, pois estava representado com o os seus cavalos e carro. Provavelmente trata-se dum monumento motivo dalguma celebração que foi oferecido aos deuses. Tem a túnica característica que levam os aurigas durante a carreira. Ademais leva a fita na frente para impedir que o pelo e a suor lhes impedisse ver na carreira. A parte inferior da túnica não representa o movimento dos pregues enquanto a zona superior, fora da protecção do carro, observa-se como a roupa está em movimento aludindo á força do vento.

5. Zeus de Cabo Artemision: É uma obra também em bronze que representa ao grande deus Zeus. Poderia-se identificar perfeitamente de conservar o raio que portava na sua mão direita. Destaca o carácter humanizado que se lhe dá às esculturas de deuses. Tira-se-lhe partido ao scorzo.

6. ApoloPiomino: Talvez porta-se alguma oferenda na mão estendida. Com respeito a épocas anteriores sim se reflicte um bom trabalho volumétrico. Denominou-se-lhe Apolo por alguma das suas características mas não é sabido de que se trata. O tratamento do cabelo parece mais arcaico.

7. Guerreiros de Riace: Tem um detalhe sublime, uma grande tratamento anatómico. Representavam a dous guerreiros cujas armas hoje não se conservam. Forma achadas na década dos noventa num jazimento subacuático. Sabe-se que em época romana se transladavam a Roma mas o barco fundiu e com ele todo o carregamento. Estavam policromadas. Tem um movimento sugerido: a posição das pernas, flexionadas, e o corpo ligeiramente encurvado. Isto deve-se a que estavam a empunhar o escudo, uma espada, pelo que estavam numa posição defensiva. As últimas manifestçoes antes da época clássica plena. O bronze permite maior detalhe escultórico.

8. Trono Ludovisi: É uma obra de face o 455 a.C. É uma peça realizada em mármore e que se tratava dum cadeirão, dum trono, que conta com três relevos diferentes: um posterior e dous laterais. O nascimento de Afrodita, sacerdotisa fazendo uma oferenda, e uma donzela que está a tocar uma dobre-flauta. O Trono Ludovisi exemplifica a técnica dos panos molhados. Há um tratamento minucioso na representação dum personagem ataviado com panos que semelham húmidos, pois adirem-se ao corpo e sugerem a anatomia. O relevo posterior representa à Afrodita quando nasce despida nas augas, sendo ajudada por duas pessoas. Na parte do peito apreciam-se uma série de pregues pelo não está completamente despida, senão que vai coberta por uma túnica finíssima que transparenta a sua anatomia. Pela mesma ração, as duas mulheres que a ajudam também mostram uns panos muito finos que permitem intuir as pernas. O que se logra com isto é a representação das qualidades tácteis. Todo está realizado em mármore. A técnica dos panos molhados é uma técnica hoje superada. O que sim se defende é que na época severa chega-se a um realismo que não foi alcançado em épocas precedentes. Nos laterais, as duas imagens ajustam-se perfeitamente à forma do lateral do cadeirão. Deste modo, as duas mulheres adaptam-se perfeitamente a esse marco, mostrando-se sentadas. Podem-se quase considerar duas figuras simétricas. Num lado é uma oferenda religiosa e a outra é a interpretaçao da música, pois na época a música e a religião estava ligada.

9. Frontoes de Egine em Afaia: Releve arquitetónico. É uma escultura associada a uma arquitetura. Está situado por volta das Guerras Médicas. Está no museu de Munich. Representa-se a guerra de Troia com dous personagens protagonistas, Telamón e Allax, que se enfrentam aos troianos. Há um tratamento diferente no frontom ocidental e no frontom oriental. Há entre um e outro dez anos de diferença. Um é realizado antes da Guerra contra os Persas e a outra é depois. O primeiro em ser feito foi o frontom ocidental e o segundo foi o oriental. O frontom ocidental é mais arcaico do que o oriental, sendo este último uma obra de trânsito entre o arcaico e o severo. Em ambas obras, todo o frontom está dedicado ao mesmo tema, pelo que há uma unidade temática que antes não havia. Ao ser o mesma tema pode-se observar ainda melhor a evolução. Em ambos caso o frontom está presidido por uma mulher, Ateneia. A ambos lados dipom-se Telamon e Allax, um lutando face a direita e outro face a esquerda. Depois o que há é uma sucessão de soldados que devido à necessidade de se adaptar ao frontom vam-se reduzindo em altura, curvando, etc.. Eram figuras policromadas com cores muito vivas.

10. Forntom oriental do Templo de Zeus em Olympia: Representa a história de Enomao, que é o típico confronto entre o rei e o pretendente da sua filha, pelo que Enomao faz um prova, uma carreira de cavalos, que o pretendente deve de superar. Todas as figuras se adaptam perfeitamente a forma do marco.

11. Frontom ociedental do Templo de Zeus em Olympia: Rrepresenta a centauromáquia. É um tema importante porque é um tema que vai estar representado no Partenom. A dificuldade da representação da centauromáquia é dar viveza ao ser mitológico como é o centauro. Desde o ponto de vista das representação no espaço obriga a jogar com um sucessão de planos reduzida mas dá a sensação de profundidade e de realismo.

12. Moteopas que decoravam um dos lados do Templo de Zeus em Olympia: Representavam um dos trabalhos de Heracles.

O TRÂNSITO DO ESTILO SEVERO AO CLÁSSICO COM O ESCULTOR MIRÓN

O escultor Mirón marca o trânsito marca dum período para o outro. A sua escultura obedece aos princípio pitagóricos da matemática e da proporção. Trabalhou fundamentalmente como bronzista ainda quando todas as obras que se conservam são cópias em mármore. A Mirón interessava-lhe a representação do rytmos, que significa aquelas disposiçoes do corpo que oferecem sensaçao de movimento. São fórmulas concevidas para transmitir um movimento. Ele vai experimentar com o rytmos no discóbolo.

1. O Discóbolo de Mirón: Representa o momento do atleta andes impulsar com o seu braço o disco. É uma forma patada de representar o movimento, pelo que não é mui realista. Também se representa a tensão de músculos e tendões. Também há um tratamento rígido do que é o volume. A cabeça é ainda pequna e há elementos de apoio que fortalecem a figura.

2. Atenea e Marxias de Mirón: É um grupo de duas figuras, Atenea com o peplo ateniense, e Marxias despido. Marxias era o músico encarregado de tocar a dobre-flauta mas não conseguia tirar um som agradável. A escultura representa o momento no que Ateneia recrimina a Márxias que não é capaz de tocar e Márxias, enfadados, bota a flauta ao chão com violência. Mirón umaniza aos deuses. Representa a inteligência da Ateneia, que lhe leva a uma atitude de equilíbrio, de sossego, frente à fúria e irracionalidade de Márxias.

PERÍODO CLÁSSICO PELNO

Destacam Fídeas e Policleto, duas formas diferentes de esculpir. A Policleto interessa-lhe seguir um canon por meio de porporçoes matemáticas. Fídeas, pela contra, é o escultor do equilíbrio. É o escultor que melhor representa o período de plenitude que vive Atenas. As suas imagens chegam à monumentalidade pela capacidade que têm essas figuras de representar um período de plenitude, tranquilidade e equilíbrio, onde os humanos aparecem representados como deuses e os deuses como humanos.

1. Os relevos do Partenón: Duas metopas do ciclo da Tauromáquia. Metopas na que trabalhou a equipa menos dotada dos talheres de Fídeas. Também há um fragmento do friso das palateneias, isto é, da processão que começava na cidade e culminava no Partenón, formada por mulheres que levam o peplo.

2. Atenea Partenos: Fídeas esculpa pessoalmente a Ateneia Parcenos que é a representação da Ateneia que se venerava no interior do Partenón. Era uma escultura Crisoelefantina, isto é, um escultura feita em madeira, marfil, bronze e ouro. Dela não se conserva nada mas sim cópias em mármores. Aparece representada com o peplo, acompanhada da Vitória Alada, com o peito protegido com um petoral onde está representada a medusa, com o escudo e com o casco. No casco onde aparece a representação de Pegaso. No escudo aparecia a representação da amazonomáquia.

3. Ateneia Lemnia: É a que se encontrava na Polis de Lemnos. Neste caso enfatiza-se a funçao da sabedoria e não da guerra. É por isso que não porta muitos símbolos militares. Aparece com a cabeça descoberta, cuma diadema cum trabalho tam detalhado que dá volume aos riços. O nariz e a frente traçam uma linha quase completamente diteira.

4. Zeus de Olympia: É o Zeus que havia no interior do templo de Olympia. Era uma escultura gigantesca, sentada no trono. Era realizada em ouro e em bronze. Representava ao deus no seu trono. Isto serviu como modelo para a representação de deuses em majestade.

5. Apolo Kassel: É um estudo derivado dos kuroi arcaicos. É a representação dum jovem, em plenitude física, com esse característico penteado de Fídeas, ao igual que o seu rostro de sossego.

6. Amazona Ferida: É mais outra escultura de Fídeas. Herodoto e Pausánias dissem que em Atenas convocou-se um concurso para representar uma amazona ferida. Não interessa quem ganhou nem quem perdeu, mas as diferentes técnicas. Só se conservam cópias dalgumas destas obras. As mais estudadas são a amazona ferida de Policleto e a de Fídeas. Políclto tem um estudo matemático da porporçao: a altura do corpo é sete vezes a da cabeça.

7. Doríforo de Policleto: Especializou-se na aplicaçao dos princípio pitagóricos para buscar o equilíbrio e a harmonia na representação. A ideia da ordem frente o caos. A sua obra mais conhecida é o Doríforo que é a representação do jovem que porta a lança apoiada no ombro. Hoje as cópias do Doríforo já não conservam a lança. É um jovem despido que avança com passo lento. Presenta um contraposto dissimulado em forma de tronco, no que se joga cuma perna de apoio e uma perna livre. A figura está perfeitamente disposta no espaço. A cabeça está ligeiramente ladeada e cada uma das extremidades está num plano diferente. A figura tá equilibrada graças a que à perna de apio lhe corresponde um braço estendido e à perna em equilíbrio corresponde-lhe o braço flexionado. A lança seria mais um elemento de equilíbrio da figura. Também usa o que se conhece como tirante, que é como um taco que une o braço esquerdo com o tronco para fortalecer esta extremidade. Policleto trabalha o volume e a musculatura cuma maior rigidez que Fídeas.

Uma resposta to 'História da arte'

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  1. Non sey said,

    El Arte Cretense; 2000-1200 a.C.
    Se localiza en la isla de Creta y en las pequeñas islas próximas del Egeo aunque su influencia se extiende por la Grecia continental y por la costa de Anatolia. Esta es una cultura eminentemente comercial que se desarrolla entre el tercer y segundo milenio a.C., también se la denomina cultura minoica.
    Esta cultura se empieza a conocer por las excavaciones del arqueólogo Arthur John Evans. Este creía que estaba excavando un palacio griego pero poco a poco se dio cuenta de que era algo distinto. Esta cultura tiene tres fases principales: el Cretense o Minoico Antiguo (2000-1500 a.C.); el Cretense o Minoico Medio (1500 a.C.) y el Cretense o Minoico Reciente (1500-1200 a.C.), momento en el que esta cultura desaparece de repente. El pueblo cretense bebe de las fuente egipcias y mesopotámicas, hacia el 2500 a.C. era una cultura neolítica pero debido a los contactos con estos pueblos descubre la metalurgia, lo que transforma la cultura y en muy poco tiempo florecen las ciudades Minoicas, con una sociedad muy dinámica, por eso que los temas que cultivan son versátiles, dinámicos y mutables.
    La sociedad cretense es una sociedad mercantil, volcada en el comercio y la cultura, es una sociedad que vive en paz todo lo opuesto a la sociedad micénica. En el mundo cretense nos encontramos con una arquitectura característica: el palacio, que es una célula autárquica y en torno a la cual se organiza la ciudad, son palacios que ocupan grandes extensiones de terreno y no tienen una estructura planificada. El sistema palaciego de Knosos se repite en otra serie de enclaves como Malia, Zatros y Festos.


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